sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Petrobras pelo social, Itaboraí Comperj Caxias e Magé se Mostra

Enviado por Ricardo França e Marcelo Almeida 8/7/2011 21:13:57
Esta foto ilustrativa do transporte do supertransformador foi divulgada pelo Comperj em cartazes afixados em bares, restaurantes e padarias da região (Foto: Divulgação) ::

‘Alta tensão’ no Comperj

Os transtornos sofridos pelos moradores da Rua S, em Sambaetiba, Itaboraí, por conta do tráfego de veículos pesados usados na construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), deverão piorar. Isto por que será feito o transporte, pelas ruas do bairro, de um supertransformador que irá alimentar a principal subestação do Comperj. O clima ficou tenso no local, já que o trânsito intenso de tratores e caminhões estão destruindo as vias e danificando as casas dos moradores. 

A operação do transporte do supertransformador foi anunciada para amanhã, mas desmarcada, de última hora, para o dia 24 deste mês, devido às condições do tempo. Por causa das constantes chuvas, os técnicos da Petrobras acharam melhor não arriscar a ‘integridade’ do equipamento na Rua S, coberta de terra e lama. 

Durante o transporte, o transito e os serviços de energia e telefonia serão interrompidos: a ‘gota d’água’ para cerca de 150 famílias, que reclamam terem perdido o sossego com a constante passagem de ônibus e carretas na via, de aproximadamente quatro quilômetros de extensão. O equipamento será transportado por dois caminhões e uma carroceria de 16 eixos, que andarão a uma velocidade média de 5 km/h, vindo de Belo Horizonte e passando pela RJ-116, pela Rua S, até a porta do complexo.

Resistência 
- Os moradores prometem resistir. Ronaldo de Alexandria Alves, de 38 anos, dono de um bar no local, disse que, na dúvida, vai abrir o seu estabelecimento normalmente no domingo. “Não são eles que pagam as minhas contas, então eu vou funcionar. No bar tem até um cartaz informando sobre a chegada do equipamento, mas não fui avisado oficialmente da suspensão”, reclama.

O aviso foi passado por telefone, pela Petrobras, para Jane Canano, 71, moradora da Rua S. Ela disse que não pode ficar responsável por avisar a todos os moradores. “Eles vieram e avisaram a todos que iria ter a operação. Agora eles desistem e eu tenho que ir de casa em casa? Isto é ridículo”, desabafa.

A falta de informação da estatal irritou os comerciantes e moradores do distrito. Até o final da tarde de ontem, a própria assessoria de imprensa do Comperj, não soube confirmar se o processo seria realmente feito neste fim de semana ou não.

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