quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Comentário antecipado Em vista a fase da mídia

Comentário antecipado
Em vista a fase da mídia em criminalizar a pobreza e excluir o negro como também colocar de forma degradante as mulheres negras, como se não fossemos bonitas, e o fator que só temos seis TVs abertas com sinais receptivos as TVs de baixa renda, isso quando o sinal é bom, como também o fato de que a realidade a ver as propagandas da Unilever, o que leva a crer que as pessoas de renda que mantém o Brasil que não é as de grande posse que gastam no exterior, mas as classes mais baixas que são chamadas de feias e sem possibilidade de representar os produtos desses empresários que querem os nossos dinheiros e assim criminalizam um perfil em nome de ter, mas se querem ter fidelidade do povo que paga tem que começar a respeitar o povo Brasileiro. E isso quer dizer negros, os mais escurinhos e não só os novos representantes que aparecem com a permissão dos nossos gestores, pessoas preconceituosas, querem negros de pele branca e índios também.




Repassando
Fonte: NPC
>
> Os números da Globo: lenta decadência
>
> A Folha de S. Paulo divulgou recentemente que o Jornal Nacional, da
> Rede Globo, fechou 2010 com a pior audiência de sua história. Segundo
> pesquisa do Ibope, houve uma queda de 24% de audiência em relação a
> 2000, o que significa praticamente a perda de um em cada quatro
> telespectadores. Também foi divulgada a demissão da banda de músicos
> do Programa do Faustão, devido à crise de audiência. Outro programa da
> emissora, o Fantástico, enfrenta a pior crise de sua longa história.
> O blogueiro Rodrigo Vianna, em análise do fato, lembra alguns dos
> motivos para esse resultado: a queda na audiência, que já vinha caindo
> lentamente; e o dobro de audiência do Jornal da Record. Após a crise
> de 2000, em meados do primeiro mandato de Lula, o jornalismo da Globo
> já estava sob o comando de Ali Kamel, “que conduziu a empresa para a
> direita: contra as cotas nas universidades, contras as políticas de
> combate ao racismo, contra o Bolsa-Família. O grande público não
> percebe isso de forma racional. Mas (mesmo que de forma despolitizada)
> sente que a Globo ficou contra todos os avanços sociais dos últimos
> oito anos. Lentamente, foi-se criando uma antipatia no público.
> Ouve-se por aí: a Globo não fica do lado do povão”, analisa Vianna.
> “Não torço pra que aconteça nenhuma ‘hecatombe’, nem que a Globo
> quebre. Mas para que fique menos forte, e que o mercado se divida.
> Parece que é isso que está pra acontecer. Seria saudável para o
> Brasil”, concluiu.
> Confira o texto completo de Rodrigo Vianna em seu blog Escrevinhador.
>
> Os números da Globo: lenta decadência
>
> publicada quarta-feira, 05/01/2011 às 14:10 e atualizada quinta-feira,
> 06/01/2011 às 19:13
>
> por Rodrigo Vianna
>
> Altamiro Borges, aqui, e Paulo Henrique Amorim, aqui, destacam fatos
> que demonstram a decadência da TV Globo.
>
> O texto de Miro mostra que o Faustão – em crise de audiência (e de
> faturamento?) – demitiu a banda de músicos. E que o “Fantástico”
> enfrenta a pior crise de sua longa história. O Paulo Henrique relata
> como a audiência do “JN” encolheu em dez anos: o jornal apresentado
> por Bonner perdeu um de cada quatro telespectadores de 2000 para 2010
> – são números oficiais do IBOPE.
>
> São fatos. Não é bom brigar com eles. Mas é bom analisar esse proceso
> com cautela.
>
> Quando entrei na TV Globo, em 95, o “JN” dava quase 50 pontos de
> audiência. Era massacrante. O “Globo Repórter” dava perto de 40
> pontos.
>
> Em 2005/2006, quando eu estava prestes a sair da emissora, o “JN” já
> tinha caído pra casa dos 36 ou 37 pontos (havia dias em que o jornal
> local conseguia mais audiência do que o principal jornal da casa) e o
> “Globo Repórter” se segurava em torno de 30 ou 32 pontos (programa
> que desse menos de 30 abria crise, era preciso sustentar a marca dos
> 30).
>
> Esse tempo ficou pra trás. O “JN” já caiu pra menos de 30 pontos. E o
> Globo Repórter hoje patina em 24 ou 25 – dizem-me.
>
> O “Jornal da Record” dobrou de audiência. Em São Paulo chega a 10
> pontos, em outros Estados passa dos 12 ou 13. Nas manhãs, a Globo e a
> Record (com o SBT um pouco atrás) brigam pau a pau. E a Record vence
> em muitos horários matutinos, há meses. Aos domingos, a Globo também
> sofre. A grande jóia da coroa da emissora carioca é o horário nobre
> durante a semana: novelas+ JN. Nesse caso, os números revelam que o
> domínio da Globo se reduz, ainda que de forma lenta.
>
> Muita gente espera o dia em que a Globo vai passar por uma hecatombe e
> deixará de ser a Globo. Acredito que isso não vai acontecer: a queda
> será lenta, negociada, chorada…
>
> A Globo poderia ter quebrado ali pelo ano 2000. No primeiro governo
> FHC, Marluce (então diretora geral) tivera duas idéias “brilhantes”:
> tomar dinheiro emprestado, em dólar, para capitalizar a empresa de TV
> a cabo do grupo; e centralizar as operações numa “holding”. Ela
> acreditou nas previsões do Gustavo Franco e da Miriam Leitão, de que o
> Real valeria um dólar para todo o sempre! Passada a reeleição de FHC,
> em 98, o Brasil quebrou, veio a crise cambial e a Globo ficou
> pendurada numa dívida em dólar que (de uma semana pra outra)
> triplicou.
>
> A dívida era da TV a cabo mas, como Marluce e os geniais irmãos
> Marinho tinham centralizado as operações na holding, contaminou todo o
> grupo. A Globo entrou em “default”. Quebrou tecnicamente. Poderia ter
> virado uma Varig. Mas conseguiu (sabe-se lá com quais acordos e
> pressões políticas) equalizar a dívida.
>
> Quando saiu da crise, em meados do primeiro mandato de Lula, a Globo
> (o jornalismo) estava já sob os auspícios de Ali Kamel – o Ratzinger.
> Ele conduziu a empresa para a direita: contra as cotas nas
> universidades, contras as políticas de combate ao racismo (“Não somos
> racistas”, diz), contra o Bolsa-Família. O grande público não percebe
> isso de forma racional. Mas (mesmo que de forma despolitizada) sente
> que a Globo ficou contra todos os avanços sociais dos últimos 8 anos.
> Lentamente, foi-se criando uma antipatia no público. Ouve-se por aí: a
> Globo não fica do lado do povão.
>
> Não é à toa que um fenômeno novo surge nas grandes cidades, como São
> Paulo. Nas padarias, restaurantes populares, pontos de táxi, era comum
> ver televisores ligados sempre na Globo. Isso há 7 ou 8 anos. Acabou.
> De manhã, especialmente, a programação da Record e do SBT (e às vezes
> também dos canais a cabo) entra nas padarias, ocupa os lugares
> públicos.
>
> Essa é uma mudança simbólica.
>
> Mas é bom não brigar com outro fato: boa parte do público segue a ter
> admiração e carinho pela progamação da Globo. E há motivos pra isso,
> entre eles a qualidade técnica. A iluminação, a textura da imagem, o
> cuidado com o bom acabamento. Tudo isso a Globo conseguiu manter –
> apesar de muitos tropeços aqui e ali.
>
> Fora isso, apesar de toda crítica que façamos (e eu aqui faço muito)
> ao jornalismo global, é bom não esquecer que na TV da família Marinho
> há sim ótimos profissionais, gente séria que tenta (e muitas vezes
> consegue) fazer bom jornalismo.
>
> Esse capital – qualidade técnica – a turma do Jardim Botânico tem
> conseguido manter. O que não ajuda: a política editorial, adotada por
> exemplo durante a posse de Dilma. Ironias desmedidas, falta de
> compreensão do momento histórico e uma arrogância de quem se acha no
> direito de “ensinar” como Dilma deve governar. A seguir nessa toada, a
> decadência será mais rápida…
>
> E o que mais pode entornar o caldo por lá? Grana.
>
> A Globo tem custos altíssimos de produção. Quem conhece de perto o
> Projac diz que aquilo é uma fábrica de boas novelas e minisséries, mas
> também uma fábrica de desperdício. Empresa familiar, que cresceu
> demais. Cada naco dominado por um diretor, como se fosse um feudo. Até
> hoje a Globo conseguiu manter essa estrutura porque ficava com uma
> porção gigante das verbas públicas de publicidade (isso mudou com
> Lula/Franklin) e com uma porção enorme da publicidade privada: o BV –
> bônus em que a agência é “premiada” pela Globo se concentrar seus
> anúncios na emissora – explica em parte essa “mágica”; outra
> explicação é que a Globo detem (detinha!?) de fato fatia avassaladora
> da audiência.
>
> Com menos audiência, as agências (ou as empresas anunciantes, através
> das agências) podem pressionar para que o valor dos anúncios caia. Se
> isso acontecer, a Globo vai virar um elefante branco. Impossível
> manter aquela estrutura verticalizada se a grana encurtar.
>
> Qual o limite que a Globo suporta? Difícil saber. Mas dispensa da
> banda do Faustão é um indicador de que a água pode estar subindo
> rápido.
>
> Outro problema sério: o risco de perder a transmissão do futebol, ou
> de ter que pagar caro demais para mantê-lo.
>
> Tudo isso está no horizonte. E mais: a entrada das teles no jogo. O
> Grupo Telefônica, por exemplo, fatura dez vezes mais que a Globo. Como
> concorrer? Só com regulação do mercado, assegurando nacos para os
> proprietários nacionais.
>
> Ou seja: a Globo – que é contra a regulamentação (“censura”, eles
> bradam) por princípio – vai ter que pedir água, vai ter que negociar
> alguma regulação pra conter os estrangeiros. E aí pode entrar também a
> regulação que interessa à sociedade: critérios para concessões, e
> também para evitar o lixo eletrônico e os abusos generalizados na TV.
> Regulação, como em qualquer país civilizado. Até aqui a Globo tentou
> barrar esse debate. Mas vai ter que aceitá-lo agora, porque ficou mais
> frágil.
>
> De minha parte, não torço pra que aconteça nenhuma “hecatombe”, nem
> que a Globo quebre. Mas para que fique menos forte, e que o mercado se
> divida.
>
> Parece que é isso que está pra acontecer. Seria saudável para o Brasil.

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