sexta-feira, 4 de junho de 2010

SENAI-RJ CAPACITA 60 MULHERES PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL

Carta da Indústria

Ano XII, 20 a 26 de maio de 2010

Sistema Firjan


No dia 7 de maio, o Sistema FIRJAN, por meio do SENAI-RJ, entregou diplomas para 60 formandas da quarta turma do projeto Mão na Massa, que capacita mulheres para trabalhar na área de Construção Civil. A formatura contou com as presenças do vice-governador do Estado do Rio e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão; e do vice-presidente do CIRJ e presidente do Sinduscon Rio, Roberto Kauffmann.

“Esse projeto Mão na Massa é extraordinário. Ver essas mulheres trabalhando no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Complexo do Alemão é acreditar que correr atrás dos sonhos é possível. Podemos transformar os lugares e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse Luiz Fernando Pezão. Para Roberto Kauffmann, é motivo de satisfação para a área de Construção Civil ter mulheres trabalhando. “Estamos no caminho certo e temos muito interesse que cada vez mais as mulheres entrem para trabalhar nas obras.”

As alunas, 20 pedreiras e 40 carpinteiras de fôrma, já participam de processos seletivos em empresas. Para Liliana Mendes de Carvalho, 47 anos e aluna do curso de Carpintaria, a capacitação do SENAI-RJ representa uma oportunidade de integrar o mercado formal de trabalho. “Muitas empresas já estão em contato, interessadas em nos contratar. Com a minha idade, tenho a oportunidade de abrir portas no mercado de Construção Civil.”

A nova pedreira Cláudia Dionísio da Silva, 34 anos, já havia trabalhado como auxiliar de serviços gerais e doméstica, mas estava desempregada há três meses. “Fazer o curso de pedreira e já estar empregada mudou minha vida. Estou, inclusive, fazendo obras na minha casa. Eu sou a pedreira e meu marido, o servente. Neste mês vou levantar a alvenaria para o segundo andar de planta baixa”, comemora. Segundo Deise Gravina, presidente da Federação de Instituições Beneficentes do Rio de Janeiro (FIB) e diretora do Abrigo Maria Imaculada, “essas 60 mulheres que se formam são 60 guerreiras que, com garra e talento, ajudam a fazer do projeto um sucesso e a mudar paradigmas. As mulheres chegam a um dos últimos redutos que antes eram exclusivamente masculinos. Hoje, o que vemos nos canteiros de obras são homens e mulheres derrubando barreiras”, concluiu.

Desde 2008, o projeto formou 210 mulheres e mais de 70% estão empregadas. Com a qualificação, a renda média mensal familiar das operárias já formadas passou para R$ 630. A próxima turma começa em agosto e terá a inclusão do curso de eletricista.

O projeto Mão na Massa foi criado a partir de uma pesquisa realizada em 2007 com 216 mulheres, familiares de crianças atendidas no Abrigo Maria Imaculada. O público-alvo é formado por mulheres de 18 a 45 anos, e o curso tem duração de 460 horas. As aulas acontecem na sede do projeto, no Rocha, e em unidades do SENAI-RJ. Os objetivos do projeto são emancipação econômica feminina, benefício para a comunidade, incentivo à participação e geração de renda. No fim do curso, as alunas aprovadas são certificadas pelo SENAI-RJ e podem trabalhar em obras na função de meio-oficial de pedreiro.

A iniciativa é realizada pela Federação de Instituições Beneficentes (FIB-RJ) e pelo Abrigo Maria Imaculada e patrocinada por Eletrobras, Petrobras, Fundação Interamericana e Chevron, e conta com o apoio do Sistema FIRJAN, do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci-RJ), da Federação de Organizações das Cooperativas Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (OCB/RJ) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/RJ).

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