A guerra do Rio e Deley de Acari:Tropas saqueiam “inimigos” favelados!
Rocinha é festa. Acordem. Já era. Olhem agora para a favela de Acari, para o Complexo da Maré.
Conheço Deley de Acari (Vanderley da Cunha) desde a década de 70. Deley integrou o grupo de escritores poetas ‘Negrícia’. Deley foi repórter e pesquisador de campo do meu Grupo Vissungo. Com Deley esquadrinhei varias vezes os mais recônditos quilombos de Minas Gerais. Já naquela época, como um correspondente de guerra, fazia a cobertura das injustiças policiais e sociais de sua favela que publicávamos no jornalzinho mimeografado que o Vissungo destribuiu durante alguns anos.
Antes que a moda pegue uma ressalva importante a fazer é que Deley de Acari, grande poeta dos seus, NÃO é nem NUNCA foi ‘mediador de conflitos’. Deley é ativista pelos direitos humanos de seus vizinhos de Acari, comunidade favelada das proximidades da Av.Brasil, num destes infernais complexos de favela que proliferam por aqui.
Deley não é de médias nem de muros. Deley não tem uma ONG como retaguarda nem trabalha a serviço do Estado. Deley é um homem não governamental e sem fins lucrativos. Deley é.
Dito isto, leia você mesmo e, por favor divulgue para o máximo de pessoas que você puder o dramático relato de Deley que divulgo a seguir.
Deixo como advertencia a minha forte impressão de que cada vez mais vamos precisar uns dos outros daqui para a frente. Não é ‘pacificação’ o que o Estado está fazendo nas favelas do Rio de Janeiro. Eles estão atacando e ocupando como um exército convencional a parte mais indefesa – e majoritária – da população de nossa cidade.
Eles são as tropas de ocupação. O que o Estado está fazendo é Guerra. O inimigo a princípio foram os traficantes, agora são os favelados indefesos, logo em seguida seremos eu e você. Estão implantando aqui a DITADURA MILITAR SELETIVA. Você ainda não viu não?
Vai apoiar ou protestar? Vai encarar, defender o Deley e seus Acaris ou vai pedir pra sair?

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