Quandosábado, 22 de Outubro de 2011
Hora18:30 até 21:30
Onde
Bar AGITO, R. da Rosa 261, Lisboa
Descrição
Caras e caros, no próximo Sábado, o SOS Racismo vai lançar a Agenda para 2012 subordinada ao Tema - A Discriminação e o Racismo no Cinema.
Nesta apresentação, o SOS Racismo tem a honra de poder contar com Sérgio Trefaut, Pedro Pimenta, John Akomfrah e Balufu Bakupa-Kanyinda. (Seguem em baixo algumas notas sobre cada um dos participantes).
Esta iniciativa é o primeiro passo de uma série de realizações no âmbito da inauguração da nova sede no dia do aniversário (10 de Dezembro) onde se destaca a Escola de Formação (Tocha/Figueira da Foz), o Leilão de obras doadas por vários artistas e um espectáculo.
John Akomfrah nasceu em Accra (Gana) em 1957, sociólogo, é uma das figuras mais influentes da cena cultural negra britânica desde os anos 1980. Como artista, conferencista, escritor, crítico e realizador, o seu trabalho é considerado um dos mais distintos e inovadores produzidos na Grã-Bretanha contemporânea. Foi co-fundador em 1982 do Black Audio Film Collective com o objectivo de abordar questões relacionados com a identidade negra britânica e dirigiu um vasto leque de trabalhos aclamados pela crítica – filmes de ficção, instalações cinematográficas, vídeos experimentais, documentários e videoclips de música. O trabalho de Akomfrah constitui um questionamento e uma reflexão sobre o documentarismo, como já se pode verificar na obra polémica com que se estreou, Handsworth Songs (1986), onde explora criticamente as convenções do filme documentário, com sete prémios internacionais, entre os quais o John Grierson Award For Documentary (UK), em 1987.Entre outros filmes, refiram-se Testament (1988), Seven Songs for Malcom X (1993), Last Angel of History (1995) Oil Spill – The Exxon Valdez Disaster (2009), The Genome Chronicles (2009). Akomfrah foi membro do Arts Council Film Committee e do British Film Institute e atualmente é membro da Film London. Reconhecido como um dos pioneiros do cinema digital no Reino Unido, Akomfrah foi premiado em 2000 com o prestigiado Gold Digital Award do Cheonju International Film Festival (Coreia do Sul) pela “utilização mais impressionante da tecnologia digital”. Mnemosyne, uma instalação artística a estrear no próximo dia 21 na Carpe Diem é o último trabalho de John Akomfrah baseado no seu último filme, The Nine Muses - AS NOVE MUSAS.
Sérgio Tréfaut nasceu no Brasil em 1965, filho de pai português e de mãe francesa. Depois de um mestrado em filosofia na Sorbonne (Paris) iniciou a sua vida profissional em Lisboa, onde trabalhou como jornalista e assistente de realização. Torna-se gradualmente produtor e realizador. Os seus documentários foram exibidos em mais de 30 países e receberam diversos prémios internacionais. Os principais títulos são: Outro País (1999), Fleurette (2002), Lisboetas (2005) e A Cidade dos Mortos (2009). Lisboetas foi o primeiro documentário português a estar três meses consecutivos em cartaz. Dirigiu durante vários anos o Doclisboa Festival Internacional de Cinema e foi presidente da Apordoc (Associação Portuguesa de Documentários). Viagem a Portugal, a sua ultima obra está neste momento em circulação.
Balufu Bakupa-Kanyinda nasceu em Kinshasa em 1957, estudou sociologia, história e filosofia em Bruxelas antes de se formar em cinema em França, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Escritor e poeta, é autor de textos de reflexão e análise sobre cinema africano que também lecciona. Em 2006/2007, foi professor convidado da New York University em Accra, Gana. Em 1996, obteve o reconhecimento internacional com Le Damier – Papa National Oyé ! Uma denuncia por alegoria das derivas universais do poder. A sua démarche artística consiste em interrogar constantemente o passado, tornar vivo pela imagem a memória dos homens e mulheres que lutaram pela dignidade humana e pelas independências : Lumumba, Césaire, Sankara e muitas outras figuras incontornáveis da Historia povoam os seus filmes. Para além da sua primeira longa-metragem Juju Factory (2006), Balufu Bakupa-Kanyinda é autor de inúmeros filmes entre os quais, citamos apenas, "DIX MILLE ANS DE CINÉMA”; "THOMAS SANKARA"; "BONGO LIBRE...";"ARTICLE".
Pedro Pimenta nasceu em 1955 e iniciou a sua carreira no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique em 1977, tendo produzido, sozinho ou em colaboração, inúmeros documentários, curtas e longas-metragens, no seu país e noutros países africanos. Foi produtor da primeira longa-metragem da autoria de um realizador negro, Ramadan Suleman: Fools (1997).Pedro Pimenta é o fundador e director do DOCKANEMA, festival de cinema documentário de Moçambique, cuja 6a edição se realizou este ano, em Setembro, em Maputo. Pedro Pimenta é , entre muitas obras, autor de Anjos e Demonios (1970), Os Raptores (1960), A Noite do Meu Bem (1968), Dois na Lona (1968), Os Viciados (1968).
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