Comissão de Educação da Alerj discute educação inclusiva
A Escola Estadual de Educação Especial Anne Sullivan, localizada em Niterói, não será extinta. Foi o que afirmou o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Comte Bittencourt (PPS), durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (11/8). De acordo com Comte, é fundamental garantir que os cerca de 200 alunos matriculados, com necessidades especiais, tenham seus direitos respeitados. “Apesar dos ruídos na comunicação, o colégio não será extinto e deverá se transformar, como consta no Plano Estadual de Educação, aprovado no ano passado, num centro de referência”, afirmou o deputado. Para ele, questões como inclusão e municipalização também devem ser olhadas com atenção e seriedade nesses casos. “Quando a escola entender que é possível a inclusão de um aluno, ela poderá ser feita. Agora, os que forem indicados a permanecer na escola, continuarão a ser atendidos na instituição”, complementou.
A Anne Sullivan é uma das 15 unidades estaduais a oferecer ensino para crianças com necessidades especiais, atendendo alunos de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Segundo o diretor de integração educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), Reinaldo Ferreira, a instituição é considerada de excelência pela comunidade escolar, sendo referência para estágios de universitários e visitações de outras instituições. “Se em algum documento enviado para a escola estiver a palavra extinção, garanto que foi equivocada. Defendo uma reflexão maior sobre o assunto, como até que idade um aluno deve permanecer na escola”, disse Reinaldo. Por outro lado, o diretor entende que a municipalização e a inclusão podem ser positivas na área da Educação. “O município é bem mais próximo da comunidade do que o estado. Além disso, a segregação de alunos com deficiência não ajuda em nada o seu desenvolvimento, mas deve ser feita com restrições”, afirmou.
Mesmo assim, a preocupação com a continuidade do funcionamento da escola foi o principal motivo de preocupação dos pais de alunos. Mãe de Gabriele, Maria Conceição Santos de Carvalho mostrou-se apreensiva com o futuro dos alunos da instituição: “Em seis anos, Gabriele já passou por outras escolas, tanto especiais quanto regulares, mas só na Anne Sullivan teve progressos. Tenho medo de que não se adapte à inclusão. Como faremos se isso não der certo?. A representante do Movimento Inclusão Legal (MIL), Sulmirani do Nascimento, mãe de outra aluna, declarou que na teoria a inclusão é positiva mas, na prática, não funciona.
Representante dos alunos da Anne Sullivan, a estudante Natália Fraga Rocha emocionou os presentes à audiência. “Já passei por situações de preconceito em outras escolas. Mas a nossa escola é uma família e não pode fechar”, pediu Natália. Para a presidente da União dos Professores Públicos no Estado (Uppes), Teresinha Machado, o Rio de Janeiro ainda não tem condições de promover a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas regulares. “Esperamos que a instituição continue sendo um pólo de excelência e de formação de alunos com necessidades especiais. O Rio tem um dos piores desempenhos no Ideb e nossos professores trabalham em péssimas condições. Se outros países já estão na fase da inclusão é porque podem. Infelizmente não é o nosso caso”, lamentou Teresinha. A coordenadora de Educação Especial da Fundação Municipal de Niterói, Nelma Pintor, apresentou ressalvas: ”A inclusão não se propõe a criar desajuste ou desestabilidade, e sim um movimento que se propõe a promover a ruptura com a exclusão social”. Ela disse ainda que Niterói já vem recebendo em escolas regulares esses alunos especiais.
Participaram também da audiência a assessora da Coordenadoria de Educação da Seeduc, Elaine Martins Dantas; a superintendente de Integração e Planejamento da Rede da Seeduc, Ana Paula Velasco; a superintendente de Gestão da Rede, Inês dos Santos; a representante da Uppes, Maria Lúcia Sardemberg; a diretora de gestão de escolar de Niterói, Eliane Cazeiro; o deputado Paulo Ramos (PDT); a professora da escola, Joana Pessanha; assim como outros alunos, representantes de pais de alunos e de outras instituições.
Novos índices Brasileiros como consumo, direitos de ir e vir, e culturas de locais distintos nos fazem questionar como a diversidade Brasileira vai tratar os outros, pois vejo pessoas que se dizem humanas à frente de cargos não reconhecer o outro ser humano. Por um 2015 humano.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Gol e Funcionarios
Anac deve multar Gol em R$ 2 milhões e proibir novos fretamentos
1 hora, 50 minutos atrás
RIO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acredita que a multa que será dada à Gol pelos recentes problemas nas operações da empresa atingirá R$ 2 milhões. Além disso, o órgão regulador proibiu a companhia de fechar contratos para novos voos fretados até que a situação esteja normalizada. Só poderão ser realizados fretamentos já contratados.
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A diretora-presidente da Anac, Solange Vieira, afirmou que a situação da empresa deverá estar normalizada no máximo até quinta-feira e destacou que, ao que tudo indica, os atrasos começaram realmente em decorrência de um problema no sistema que organiza as escalas de trabalho da tripulação.
Solange apresentou números mostrando que não havia como a agência se antecipar aos caos que ocorreu nas operações da Gol no fim de semana, Segundo ela, o número de comandantes, copilotos e comissários da empresa aumentou entre junho e julho, enquanto a quantidade de voos fretados pela empresa caiu de 145 entre os dias 23 e 25 de julho para 130 voos no fim de semana seguinte, quando ocorreram os atrasos.
"A área de operações (da Anac) pediu à Gol para ter acesso às escalas semanalmente, em vez de mensalmente", disse Solange, quando questionada sobre as possibilidades de a Anac evitar problemas semelhantes.
Ela também afirmou que funcionários da agência não detectaram, em conversas com funcionários da empresa, qualquer movimento que apontasse para um greve de funcionários insatisfeitos em um futuro próximo.
1 hora, 50 minutos atrás
RIO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acredita que a multa que será dada à Gol pelos recentes problemas nas operações da empresa atingirá R$ 2 milhões. Além disso, o órgão regulador proibiu a companhia de fechar contratos para novos voos fretados até que a situação esteja normalizada. Só poderão ser realizados fretamentos já contratados.
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A diretora-presidente da Anac, Solange Vieira, afirmou que a situação da empresa deverá estar normalizada no máximo até quinta-feira e destacou que, ao que tudo indica, os atrasos começaram realmente em decorrência de um problema no sistema que organiza as escalas de trabalho da tripulação.
Solange apresentou números mostrando que não havia como a agência se antecipar aos caos que ocorreu nas operações da Gol no fim de semana, Segundo ela, o número de comandantes, copilotos e comissários da empresa aumentou entre junho e julho, enquanto a quantidade de voos fretados pela empresa caiu de 145 entre os dias 23 e 25 de julho para 130 voos no fim de semana seguinte, quando ocorreram os atrasos.
"A área de operações (da Anac) pediu à Gol para ter acesso às escalas semanalmente, em vez de mensalmente", disse Solange, quando questionada sobre as possibilidades de a Anac evitar problemas semelhantes.
Ela também afirmou que funcionários da agência não detectaram, em conversas com funcionários da empresa, qualquer movimento que apontasse para um greve de funcionários insatisfeitos em um futuro próximo.
Quatro jovens de um novo Brasil
Fonte: O Globo - 25/07/10
ELIO GASPARI
Aqui vai contada uma história indicativa de que está raiando uma nova elite
no horizonte de Pindorama.
É o caso do encontro das vidas de quatro jovens com um dos maiores
empresários do país. Os detalhes que permitiriam identificar os personagens
estão omitidos.
Pode ser frustrante, mas estimula a imaginação.
Afinal, uma história dessas pode acontecer com mais gente, em muitos
lugares, basta querer.
Conversando com o reitor de uma grande (e caríssima) universidade, o
empresário perguntou-lhe como poderia ajudar alguns bons estudantes de
engenharia. Feita uma seleção, decidiu custear alunos de quatro cursos,
cobrindo as anuidades e pequenas despesas pessoais, mais um laptop para cada
um.
As histórias dos jovens: O aluno de ciência da computação veio de uma escola
de ensino profissionalizante e, no primeiro ano do curso, conseguiu notas
superiores a 9 em duas matérias.
Mora num porão de loja num subúrbio, com a mãe diarista, o pai desempregado
e um irmão estudante da rede pública. Recebem ajuda do programa Bolsa
Família.
A aluna do curso de engenharia, filha de um garagista, mora numa favela
("fábrica de produzir marginal", como disse o governador Sérgio Cabral em
outubro de 2007, ao defender o aborto como instrumento de redução da
criminalidade). A moça trabalha num projeto de biodiesel, tem um irmão no
último ano do ensino médio, e os dois são instrumentistas na orquestra da
comunidade.
Na mesma favela, vive a estudante que se encaminha para a especialização em
engenharia química. A mãe, doente, nunca trabalhou.
O pai é porteiro. Ela veio de uma boa escola pública e tem cinco anos de
curso de espanhol. Será engenheira química e fez um estágio na Petrobras.
A quarta já foi convidada por três professores para ser monitora. Está no
último dos cincos anos de um curso de francês, para o qual foi a primeira
colocada no exame de seleção (teve bolsa integral). Ela também se formará em
engenharia química. Vive com a mãe num quarto alugado de favela, sem ajuda
do pai.
A conta dessa magnífica iniciativa ficará em R$ 130 mil anuais.
A intervenção do empresário facilitou a vida dos quatro, mas eles estão onde
estão porque, quando parecia que lhes faltava tudo, tiveram o estímulo da
família.
ELIO GASPARI
Aqui vai contada uma história indicativa de que está raiando uma nova elite
no horizonte de Pindorama.
É o caso do encontro das vidas de quatro jovens com um dos maiores
empresários do país. Os detalhes que permitiriam identificar os personagens
estão omitidos.
Pode ser frustrante, mas estimula a imaginação.
Afinal, uma história dessas pode acontecer com mais gente, em muitos
lugares, basta querer.
Conversando com o reitor de uma grande (e caríssima) universidade, o
empresário perguntou-lhe como poderia ajudar alguns bons estudantes de
engenharia. Feita uma seleção, decidiu custear alunos de quatro cursos,
cobrindo as anuidades e pequenas despesas pessoais, mais um laptop para cada
um.
As histórias dos jovens: O aluno de ciência da computação veio de uma escola
de ensino profissionalizante e, no primeiro ano do curso, conseguiu notas
superiores a 9 em duas matérias.
Mora num porão de loja num subúrbio, com a mãe diarista, o pai desempregado
e um irmão estudante da rede pública. Recebem ajuda do programa Bolsa
Família.
A aluna do curso de engenharia, filha de um garagista, mora numa favela
("fábrica de produzir marginal", como disse o governador Sérgio Cabral em
outubro de 2007, ao defender o aborto como instrumento de redução da
criminalidade). A moça trabalha num projeto de biodiesel, tem um irmão no
último ano do ensino médio, e os dois são instrumentistas na orquestra da
comunidade.
Na mesma favela, vive a estudante que se encaminha para a especialização em
engenharia química. A mãe, doente, nunca trabalhou.
O pai é porteiro. Ela veio de uma boa escola pública e tem cinco anos de
curso de espanhol. Será engenheira química e fez um estágio na Petrobras.
A quarta já foi convidada por três professores para ser monitora. Está no
último dos cincos anos de um curso de francês, para o qual foi a primeira
colocada no exame de seleção (teve bolsa integral). Ela também se formará em
engenharia química. Vive com a mãe num quarto alugado de favela, sem ajuda
do pai.
A conta dessa magnífica iniciativa ficará em R$ 130 mil anuais.
A intervenção do empresário facilitou a vida dos quatro, mas eles estão onde
estão porque, quando parecia que lhes faltava tudo, tiveram o estímulo da
família.
PROJETO DE LEI Resíduos Sólidos
PROJETO DE LEI
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dá
outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dispõe sobre diretrizes
gerais aplicáveis aos resíduos sólidos no País.
Art. 2o São diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I - proteção da saúde pública e da qualidade do meio ambiente;
II - não-geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos sólidos, bem
como destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;
III - desenvolvimento de processos que busquem a alteração dos padrões de produção e
consumo sustentável de produtos e serviços
IV - adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias ambientalmente saudáveis
como forma de minimizar impactos ambientais;
V - incentivo ao uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e
reciclados;
VI - gestão integrada de resíduos sólidos;
VII - articulação entre as diferentes esferas do Poder Público, visando a cooperação técnica
e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;
VIII - capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
IX - regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação de serviços
públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e
econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua
sustentabilidade operacional e financeira;
X - preferência, nas aquisições governamentais, de produtos recicláveis e reciclados;
XI - transparência e participação social;
XII - adoção de práticas e mecanismos que respeitem as diversidades locais e regionais; e
XIII - integração dos catadores de materiais recicláveis nas ações que envolvam o fluxo de
resíduos sólidos.
XIV – educação ambiental.
Art. 3o O Poder Público e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações que
envolvam os resíduos sólidos gerados.
2
Art. 4o Aplicam-se aos resíduos sólidos, além do disposto nesta Lei e na Lei n o 11.445, de
5 de janeiro de 2007, as normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, Sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS e pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.
Art. 5o Estão sujeitas à observância desta Lei as pessoas físicas ou jurídicas, de direito
público ou privado, responsáveis direta ou indiretamente pela geração de resíduos sólidos e as que
desenvolvam ações no fluxo de resíduos sólidos.
Art. 6o Os resíduos sólidos de pesquisas e atividades que envolvam organismos
geneticamente modificados observarão, além do disposto nesta Lei, as normas, padrões e procedimentos
disciplinados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio.
Art. 7o Esta Lei não se aplica aos rejeitos radioativos, os quais deverão reger-se por
legislação específica.
Seção Unica
Das Definições
Art. 8o Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
I - análise do ciclo de vida do produto: técnica para levantamento dos aspectos e impactos
ambientais potenciais associados ao ciclo de vida do produto;
II - avaliação do ciclo de vida do produto: estudo das conseqüências dos impactos
ambientais causados à saúde humana e à qualidade ambiental, decorrentes do ciclo de vida do produto;
III - ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem a produção, desde sua
concepção, obtenção de matérias-primas e insumos, processo produtivo, até seu consumo e disposição
final;
IV - coleta diferenciada: serviço que compreende a coleta seletiva, entendida como a coleta
dos resíduos orgânicos e inorgânicos, e a coleta multi-seletiva, compreendida como a coleta efetuada por
diferentes tipologias de resíduos sólidos, normalmente aplicada nos casos em que os resultados de
programas de coleta seletiva implementados tenham sido satisfatórios;
V - consumo sustentável: consumo de bens e serviços, de forma a atender às necessidades
das atuais gerações e permitir melhor qualidade de vida, sem comprometer o atendimento das
necessidades e aspirações das gerações futuras;
VI - controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade
informações, representações técnica e participações nos processos de formulação de políticas, de
planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos;
VII - destinação final ambientalmente adequada: técnica de destinação ordenada de
rejeitos, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à
segurança, minimizando os impactos ambientais adversos;
VIII - fluxo de resíduos sólidos: movimentação de resíduos sólidos desde o momento da
geração até a disposição final dos rejeitos;
IX - geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que
geram resíduos sólidos por meio de seus produtos e atividades, inclusive consumo, bem como as que
desenvolvem ações que envolvam o manejo e o fluxo de resíduos sólidos;
3
X - gerenciamento integrado de resíduos sólidos: atividades de desenvolvimento,
implementação e operação das ações definidas no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, a
fiscalização e o controle dos serviços de manejo dos resíduos sólidos;
XI - gestão integrada de resíduos sólidos: ações voltadas à busca de soluções para os
resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões políticas, econômicas, ambientais, culturais e
sociais, com a ampla participação da sociedade, tendo como premissa o desenvolvimento sustentável;
XII - logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizada
por um conjunto de ações, procedimentos e meios, destinados a facilitar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos, na
forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, visando a não geração de rejeitos;
XIII - resíduos sólidos: resíduos no estado sólido e semi-sólido, que resultam de atividades
de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada;
XIV - reutilização: processo de reaplicação dos resíduos sólidos sem sua transformação
biológica, física ou físico-química;
XV - manejo de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente,
com vistas à operacionalizar a coleta, o transbordo, o transporte, o tratamento dos resíduos sólidos e a
disposição final ambientalmente adequada de rejeitos;
XVI - limpeza urbana: o conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, pelo Distrito
Federal e pelos Municípios, relativa aos serviços de varrição de logradouros públicos; limpeza de dispositivos
de drenagem de águas pluviais; limpeza de córregos e outros serviços, tais como poda, capina, raspagem e
roçada, bem como o acondicionamento e coleta dos resíduos sólidos provenientes destas atividades;
XVII - tecnologias ambientalmente saudáveis: tecnologias de prevenção, redução ou
eliminação de resíduos sólidos ou poluentes, propiciando a redução de desperdícios, a conservação de
recursos naturais, a redução ou eliminação de substâncias tóxicas presentes em matérias-primas ou
produtos auxiliares, a redução da quantidade de resíduos sólidos gerados por processos e produtos e,
conseqüentemente, a redução de poluentes lançados para o ar, solo e águas;
XVIII - tratamento ou reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos, dentro
de padrões e condições estabelecidas pelo órgão ambiental, que envolve a alteração de suas propriedades
físicas, físico-químicas ou biológicas, tornando-os em novos produtos, na forma insumos, ou em rejeito.
CAPÍTULO II
DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Art. 9o A Política Nacional de Resíduos Sólidos será desenvolvida em consonância com as
Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Educação Ambiental, de Recursos Hídricos, de Saneamento
Básico, de Saúde, Urbana, Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior e as que promovam a inclusão
social, de acordo com o disposto nesta Lei.
Art. 10. As Políticas de Resíduos Sólidos dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios deverão estar compatíveis com as diretrizes estabelecidas nesta Lei.
4
Seção Única
Dos Instrumentos
Art. 11. São instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I - Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos;
II - Análise e Avaliação do Ciclo de Vida do Produto;
III - Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, nos
termos do art. 9o, inciso VIII, da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981;
IV - inventários de resíduos sólidos em conformidade com o disposto pelo Conselho
Nacional do Meio Ambiente - CONAMA;
V - Avaliação de Impactos Ambientais, nos termos do art. 9o, inciso III, da Lei no 6.938, de
1981;
VI - Sistema Nacional de Informações Ambientais - SISNIMA e o Sistema Nacional de
Informações em Saneamento Básico - SINISA;
VII - logística reversa;
VIII - licenciamento ambiental;
IX - monitoramento e fiscalização ambiental;
X - cooperação técnica e financeira entre os setores público e privado para o
desenvolvimento de pesquisas e de novos produtos;
XI - pesquisa científica e tecnológica;
XII - educação ambiental;
XIII - incentivos fiscais, financeiros e creditícios;
XIV - Fundo Nacional do Meio Ambiente e Fundo Nacional de Desenvolvimento
Cientifico e Tecnológico; e
XV- Conselhos de Meio Ambiente.
CAPÍTULO III
DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
Seção I
Da Classificação dos Resíduos Sólidos
Art. 12. Os resíduos sólidos serão classificados:
I - quanto à origem:
a) resíduos sólidos urbanos: resíduos sólidos gerados por residências, domicílios,
estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e os oriundos dos serviços públicos de limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos, que por sua natureza ou composição tenham as mesmas
características dos gerados nos domicílios;
b) resíduos sólidos industriais: resíduos sólidos oriundos dos processos produtivos e
instalações industriais, bem como os gerados nos serviços públicos de saneamento básico, excetuando-se
os relacionados na alínea “c” do inciso I do art. 3o da Lei no 11.445, de 2007;
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c) resíduos sólidos de serviços de saúde: resíduos sólidos oriundos dos serviços de saúde,
conforme definidos pelo Ministério da Saúde em regulamentações técnicas pertinentes;
d) resíduos sólidos rurais: resíduos sólidos oriundos de atividades agropecuárias, bem
como os gerados por insumos utilizados nas respectivas atividades; e
e) resíduos sólidos especiais ou diferenciados: aqueles que por seu volume, grau de
periculosidade, de degradabilidade ou outras especificidades, requeiram procedimentos especiais ou
diferenciados para o manejo e a disposição final dos rejeitos, considerando os impactos negativos e os
riscos à saúde e ao meio ambiente; e
II - quanto à finalidade:
a) resíduos sólidos reversos: resíduos sólidos restituíveis, por meio da logística reversa,
visando o seu tratamento e reaproveitamento em novos produtos, na forma de insumos, em seu ciclo ou
em outros ciclos produtivos; e
b) rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento
e recuperação por processos tecnológicos acessíveis e disponíveis, não apresentem outra possibilidade
que não a disposição final ambientalmente adequada.
Seção II
Da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
Art. 13. Incumbe ao Distrito Federal e aos Municípios a gestão dos resíduos sólidos
gerados em seus respectivos territórios.
Art. 14. É condição para o Distrito Federal e os Municípios terem acesso a recursos da
União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos
sólidos a elaboração de Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, executados em função dos
resíduos sólidos gerados ou administrados em seus territórios, contendo, no mínimo:
I - caracterização do Município;
II - visão global dos resíduos sólidos gerados de forma a estabelecer o cenário atual e
futuro no âmbito de sua competência;
III - diagnóstico da situação dos resíduos sólidos identificados no âmbito de sua atuação,
contendo a origem, o volume, a caracterização dos resíduos sólidos gerados e formas de destinação e
disposição final praticadas;
IV - identificação de regiões favoráveis para disposição final adequada de rejeitos;
V - identificação das possibilidades do estabelecimento de soluções consorciadas ou
compartilhadas, considerando, nos critérios de economia de escala, a proximidade dos locais
estabelecidos e as formas de prevenção dos riscos ambientais;
VI - identificação dos resíduos sólidos especiais ou diferenciados;
VII - procedimentos operacionais e especificações mínimas, que deverão ser adotados nos
serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, inclusive quanto aos resíduos sólidos
especiais ou diferenciados identificados e à disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
VIII - critérios que deverão ser adotados para a operacionalização dos serviços públicos de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
IX - estabelecimento de indicadores de desempenho operacional e ambiental;
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X - definição das atribuições de todos aqueles que participem de sua implementação e
operacionalização;
XI - estabelecimento de programas e ações de capacitação técnica, voltadas à implementação
do Plano;
XII - programa social, contendo as formas de participação dos grupos interessados,
inclusive com a indicação de como serão construídas as soluções para os problemas apresentados;
XIII - mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda, mediante a
valorização dos resíduos sólidos;
XIV - programa econômico, contendo o sistema de cálculo dos custos da prestação dos
serviços públicos de manejo de resíduos sólidos, a forma de cobrança desses serviços, incluindo os
excedentes e a recuperação total dos custos;
XV - descrição das formas de sua participação na logística reversa no âmbito local;
XVI - meios que serão utilizados para o controle dos geradores de resíduos sólidos sujeitos
ao sistema de logística reversa no âmbito local e os instrumentos financeiros que poderão ser aplicados
para incentivar ou controlar as atividades dele decorrentes;
XVII - procedimentos dos geradores dos resíduos sólidos que requeiram manejo especial
ou diferenciado, em função das suas características e do porte de sua geração e ainda a descrição dos
resíduos sólidos urbanos considerados quando aplicado o disposto no art. 6o da Lei no 11.445, de 2007;
XVIII - ações preventivas e corretivas nos procedimentos adotados, incluindo o respectivo
programa de monitoramento;
XIX - estrutura de comunicação necessária, para ciência da população quanto à quantidade
de resíduos sólidos gerados no âmbito local e aos problemas ambientais e sanitários derivados do manejo
inadequado de resíduos sólidos e estabelecimento de canal de comunicação direto com a sociedade
local;
XX - periodicidade de sua revisão, considerando o período máximo de quatro anos de
vigência do Plano; e
XXI - identificação e monitoramento dos passivos ambientais.
§ 1o Para o caso de resíduos sólidos urbanos gerados pelos órgãos da administração
pública deverão ser desenvolvidos procedimentos que contemplem a utilização racional dos recursos e o
combate a todas as formas de desperdício.
§ 2o Os Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos deverão ser elaborados em
consonância com o disposto na Lei no 11.445, de 2007, bem como atender às particularidades regionais e
locais de sua área de abrangência.
§ 3o Decreto do Poder Executivo Federal estabelecerá normas específicas sobre o acesso
aos recursos da União de que dispõe o caput.
Art. 15. Os geradores dos resíduos sólidos industriais, de serviços de saúde, rurais,
especiais ou diferenciados, classificados no art. 12, inciso I, alíneas “b”, “c”, “d” e “e”, desta Lei, deverão
elaborar e dar publicidade aos seus Planos de Atuação para os Resíduos Sólidos, com base nos seguintes
requisitos mínimos:
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I - descrição do empreendimento;
II - visão global das ações relacionadas aos resíduos sólidos, de forma a estabelecer o
cenário atual e futuro de seus resíduos;
III - diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados;
IV - objetivos e metas que deverão ser observados nas ações definidas para os resíduos
sólidos;
V - procedimentos operacionais de segregação, acondicionamento, coleta, triagem,
armazenamento, transbordo, transporte, tratamento de resíduos sólidos e disposição final adequada dos
rejeitos, em conformidade com o estabelecido no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do
Distrito Federal ou do Município em que a atividade geradora de resíduos sólidos estiver instalada;
VI - previsão das modalidades de manejo e tratamento que correspondam às
particularidades dos resíduos sólidos e dos materiais que os constituem e a previsão da forma de
disposição final ambientalmente adequada dos respectivos rejeitos;
VII - considerações sobre a compatibilidade dos resíduos sólidos gerados;
VIII - estabelecimento de indicadores de desempenho operacional e ambiental;
IX - descrição das formas de sua participação na logística reversa e de seu controle, no
âmbito local;
X - identificação das possibilidades do estabelecimento de soluções consorciadas ou
compartilhadas, considerando, nos critérios de economia de escala, a proximidade dos locais
estabelecidos para estas soluções e as formas de prevenção de possíveis riscos ambientais;
XI - ações preventivas e corretivas a serem praticadas no caso de situações de manejo
incorreto ou acidentes;
XII - definição dos instrumentos e meios para possibilitar a recuperação de áreas
degradadas por seu processo produtivo;
XIII - determinação de cronograma para o desenvolvimento de ações de capacitação
técnica, necessárias à implementação do Plano;
XIV - mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda mediante a
valorização dos resíduos sólidos;
XV - programa social, contendo as formas de participação dos grupos interessados,
inclusive com a indicação de como serão construídas as soluções para os problemas apresentados;
XVI - procedimentos e meios pelos quais divulgará aos consumidores os cuidados que
devem ser adotados no manejo dos resíduos sólidos reversos de sua responsabilidade, incluindo os
resíduos sólidos especiais ou diferenciados;
XVII - periodicidade de sua revisão, considerando o período máximo de quatro anos; e
XVIII - adoção de medidas saneadoras dos passivos ambientais.
§ 1o O Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos deverá atender ao disposto no Plano de
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município ou Distrito Federal, sem prejuízo das normas
editadas pelo SISNAMA e pelo SNVS.
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§ 2o O Distrito Federal e os Municípios, com base no respectivo Plano de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos, poderão dispensar a elaboração do Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos em
razão do volume, periculosidade e degradabilidade dos resíduos sólidos gerados.
Art. 16. Para a elaboração, implementação, operacionalização e monitoramento de todas
as etapas do Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos e ainda, para o controle da disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos, deverá ser designado profissional técnico responsável habilitado,
com atribuições para tanto.
Parágrafo único. Os responsáveis pelo Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos devem
manter atualizadas e disponíveis para consultas as informações completas sobre a implementação do
Plano de sua responsabilidade.
Art. 17. O Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos é parte integrante do processo de
licenciamento ambiental.
Seção III
Das Responsabilidades
Art. 18. Compete ao gerador de resíduos sólidos a responsabilidade pelos resíduos sólidos
gerados, compreendendo as etapas de acondicionamento, disponibilização para coleta, coleta, tratamento
e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos.
§ 1o A contratação de serviços de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e
destinação final ambientalmente adequada de rejeitos de resíduos sólidos, não isenta a responsabilidade
do gerador pelos danos que vierem a ser provocados.
§ 2o Somente cessará a responsabilidade do gerador de resíduos sólidos, quando estes forem
reaproveitados em produtos, na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.
Art. 19. O gerador de resíduos sólidos urbanos terá cessada sua responsabilidade com a
disponibilização adequada de seus resíduos sólidos para a coleta.
Art. 20. No caso de dano envolvendo resíduos sólidos, a responsabilidade pela execução
de medidas mitigatórias, corretivas e reparatórias será da atividade ou empreendimento causador do dano,
solidariamente, com seu gerador.
§ 1o A responsabilidade disposta no caput somente se aplica ao gerador de resíduos
sólidos urbanos quando o dano decorrer diretamente de seu ato ou omissão.
§ 2o O Poder Público deve atuar no sentido de minimizar ou cessar o dano, logo que tome
conhecimento do evento lesivo ao meio ambiente ou a saúde pública.
§ 3o Caberá aos responsáveis pelo dano ressarcir o Poder Público pelos gastos decorrentes
das ações empreendidas para minimizar ou cessar o dano.
9
CAPÍTULO IV
DO FLUXO DOS RESÍDUOS
Seção Única
Da Logística Reversa
Art. 21. A instituição da logística reversa tem por objetivo:
I - promover ações para garantir que o fluxo dos resíduos sólidos gerados seja direcionado
para a sua cadeia produtiva ou para cadeias produtivas de outros geradores;
II - reduzir a poluição e o desperdício de materiais associados à geração de resíduos
sólidos;
III - proporcionar maior incentivo à substituição dos insumos por outros que não degradem
o meio ambiente;
IV - compatibilizar interesses conflitantes entre os agentes econômicos, ambientais,
sociais, culturais e políticos;
V - promover o alinhamento entre os processos de gestão empresarial e mercadológica
com os de gestão ambiental, com o objetivo de desenvolver estratégias sustentáveis;
VI - estimular a produção e o consumo de produtos derivados de materiais reciclados e
recicláveis; e
VII - propiciar que as atividades produtivas alcancem marco de eficiência e
sustentabilidade.
Art. 22. Os resíduos sólidos deverão ser reaproveitados em produtos na forma de novos
insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, cabendo:
I - ao consumidor:
a) acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados,
atentando para práticas que possibilitem a redução de sua geração; e
b) após a utilização do produto, disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reversos
para coleta;
II - ao titular dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos:
a) adotar tecnologias de modo a absorver ou reaproveitar os resíduos sólidos reversos
oriundos dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
b) articular com os geradores dos resíduos sólidos a implementação da estrutura necessária
para garantir o fluxo de retorno dos resíduos sólidos reversos, oriundos dos serviços de limpeza urbana; e
c) disponibilizar postos de coleta para os resíduos sólidos reversos e dar destinação final
ambientalmente adequada aos rejeitos;
III - ao fabricante e ao importador de produtos:
a) recuperar os resíduos sólidos , na forma de novas matérias-primas ou novos produtos em
seu ciclo ou em outros ciclos produtivos;
b) desenvolver e implementar tecnologias que absorva ou elimine de sua produção os
resíduos sólidos reversos;
1
c) disponibilizar postos de coleta para os resíduos sólidos reversos aos revendedores,
comerciantes e distribuidores, e dar destinação final ambientalmente adequada aos rejeitos;
d) garantir, em articulação com sua rede de comercialização, o fluxo de retorno dos
resíduos sólidos reversos; e
e) disponibilizar informações sobre a localização dos postos de coleta dos resíduos sólidos
reversos e divulgar, por meio de campanhas publicitárias e programas, mensagens educativas de combate
ao descarte inadequado; e
IV - aos revendedores, comerciantes e distribuidores de produtos:
a) receber, acondicionar e armazenar temporariamente, de forma ambientalmente segura,
os resíduos sólidos reversos oriundos dos produtos revendidos, comercializados ou distribuídos;
b) disponibilizar postos de coleta para os resíduos sólidos reversos aos consumidores; e
c) informar o consumidor sobre a coleta dos resíduos sólidos reversos e seu
funcionamento.
Art. 23. Os resíduos sólidos reversos coletados pelos serviços de limpeza urbana, em
conformidade com o art. 7o da Lei no 11.445, de 2007, deverão ser disponibilizados pelo Distrito Federal e
Municípios em instalações ambientalmente adequadas e seguras, para que seus geradores providenciem o
retorno para seu ciclo ou outro ciclo produtivo.
§ 1o O responsável pelos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos
poderá cobrar pela coleta, armazenamento e disponibilização dos resíduos sólidos reversos.
§ 2o Para o cumprimento do disposto no caput deste artigo, o responsável pelos serviços
públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos deverá priorizar a contratação de organizações
produtivas de catadores de materiais recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda.
Art. 24. A implementação da logística reversa dar-se-á nas cadeias produtivas, conforme
estabelecido em regulamento.
Parágrafo único. A regulamentação priorizará a implantação da logística reversa nas
cadeias produtivas, considerando a natureza do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos
sólidos gerados, bem como os efeitos econômicos e sociais decorrentes de sua adoção.
CAPÍTULO V
DOS INSTRUMENTOS ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Art. 25. O Poder Público atuará no sentido de estruturar programas indutores e linhas de
financiamentos para atender, prioritariamente, às iniciativas:
I - de prevenção e redução de resíduos sólidos no processo produtivo;
II - de desenvolvimento de pesquisas voltadas à prevenção da geração de resíduos sólidos e
produtos que atendam à proteção ambiental e à saúde humana;
III - de infra-estrutura física e equipamentos para as organizações produtivas de catadores
de materiais recicláveis formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda, reconhecida como
tal pelo Poder Público;
IV – de desenvolvimento de tecnologias aplicadas aos resíduos sólidos; e
1
V – de desenvolvimento de projetos consorciados de logística reversa.
Art. 26. Quando da aplicação das políticas de fomentos ou incentivos creditícios
destinadas a atender diretrizes desta Lei, as instituições oficiais de crédito podem estabelecer critérios
diferenciados que possibilitem ao beneficiário acessar crédito do Sistema Financeiro Nacional para seus
investimentos produtivos, tais como:
I - cobrança da menor taxa de juros do sistema financeiro; e
II - concessão de carências e o parcelamento das operações de crédito e financiamento.
Parágrafo único. A existência do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é condição
prévia para o recebimento dos incentivos e financiamentos dos órgãos federais de crédito e fomento.
Art. 27. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito de suas
competências, poderão editar normas com o objetivo de conceder incentivos fiscais, financeiros ou
creditícios, respeitadas as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, para as indústrias e entidades
dedicadas à reutilização e ao tratamento de resíduos sólidos produzidos no território nacional, bem como
para o desenvolvimento de programas voltados à logística reversa, prioritariamente em parceria com
associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis reconhecidas pelo poder público e
formada exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda.
Art. 28. Os consórcios públicos, constituídos com o objetivo de viabilizar a descentralização
e a prestação de serviços públicos que envolvam resíduos sólidos, terão prioridade na obtenção dos incenti-
vos propostos e de recursos disponibilizados pelo Governo Federal.
CAPÍTULO VI
DAS PROIBIÇÕES
Art. 29. Ficam proibidas as seguintes formas de disposição final de rejeitos:
I - lançamento nos corpos hídricos e no solo, de modo a causar danos ao meio ambiente, à
saúde pública e à segurança;
II - queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados
para esta finalidade; e
III - outras formas vedadas pelo Poder Público.
Parágrafo único. No caso de decretação de emergência sanitária, a queima de resíduos a
céu aberto poderá ser realizada, desde que autorizada e acompanhada pelo órgão ambiental competente.
Art. 30. Ficam proibidas, nas áreas de disposição final de rejeitos, as seguintes atividades:
I - utilização dos rejeitos dispostos, como alimentação;
II - catação em qualquer hipótese;
III - fixação de habitações temporárias e permanentes; e
IV - outras atividades vedadas pelo Poder Público.
Art. 31. Fica proibida a importação de resíduos sólidos e rejeitos cujas características
causem danos ao meio ambiente e à saúde pública, ainda que para tratamento, reforma, reuso, reutilização
ou recuperação.
1
Parágrafo único. Os resíduos e rejeitos importados que não causem danos ao meio
ambiente e à saúde pública serão definidos em regulamento.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 32. A ação ou omissão das pessoas físicas ou jurídicas que importem inobservância
aos preceitos desta Lei e a seus regulamentos sujeitam os infratores às sanções previstas em lei, em
especial as dispostas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e seus decretos regulamentadores.
Art. 33. Esta Lei entrará em vigor cento e oitenta dias após a data da sua publicação.
Brasília,
PL-RESÍDUOS SÓLIDOS(L4)
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dá
outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dispõe sobre diretrizes
gerais aplicáveis aos resíduos sólidos no País.
Art. 2o São diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I - proteção da saúde pública e da qualidade do meio ambiente;
II - não-geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos sólidos, bem
como destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;
III - desenvolvimento de processos que busquem a alteração dos padrões de produção e
consumo sustentável de produtos e serviços
IV - adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias ambientalmente saudáveis
como forma de minimizar impactos ambientais;
V - incentivo ao uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e
reciclados;
VI - gestão integrada de resíduos sólidos;
VII - articulação entre as diferentes esferas do Poder Público, visando a cooperação técnica
e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;
VIII - capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
IX - regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação de serviços
públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e
econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua
sustentabilidade operacional e financeira;
X - preferência, nas aquisições governamentais, de produtos recicláveis e reciclados;
XI - transparência e participação social;
XII - adoção de práticas e mecanismos que respeitem as diversidades locais e regionais; e
XIII - integração dos catadores de materiais recicláveis nas ações que envolvam o fluxo de
resíduos sólidos.
XIV – educação ambiental.
Art. 3o O Poder Público e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações que
envolvam os resíduos sólidos gerados.
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Art. 4o Aplicam-se aos resíduos sólidos, além do disposto nesta Lei e na Lei n o 11.445, de
5 de janeiro de 2007, as normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, Sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS e pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.
Art. 5o Estão sujeitas à observância desta Lei as pessoas físicas ou jurídicas, de direito
público ou privado, responsáveis direta ou indiretamente pela geração de resíduos sólidos e as que
desenvolvam ações no fluxo de resíduos sólidos.
Art. 6o Os resíduos sólidos de pesquisas e atividades que envolvam organismos
geneticamente modificados observarão, além do disposto nesta Lei, as normas, padrões e procedimentos
disciplinados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio.
Art. 7o Esta Lei não se aplica aos rejeitos radioativos, os quais deverão reger-se por
legislação específica.
Seção Unica
Das Definições
Art. 8o Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
I - análise do ciclo de vida do produto: técnica para levantamento dos aspectos e impactos
ambientais potenciais associados ao ciclo de vida do produto;
II - avaliação do ciclo de vida do produto: estudo das conseqüências dos impactos
ambientais causados à saúde humana e à qualidade ambiental, decorrentes do ciclo de vida do produto;
III - ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem a produção, desde sua
concepção, obtenção de matérias-primas e insumos, processo produtivo, até seu consumo e disposição
final;
IV - coleta diferenciada: serviço que compreende a coleta seletiva, entendida como a coleta
dos resíduos orgânicos e inorgânicos, e a coleta multi-seletiva, compreendida como a coleta efetuada por
diferentes tipologias de resíduos sólidos, normalmente aplicada nos casos em que os resultados de
programas de coleta seletiva implementados tenham sido satisfatórios;
V - consumo sustentável: consumo de bens e serviços, de forma a atender às necessidades
das atuais gerações e permitir melhor qualidade de vida, sem comprometer o atendimento das
necessidades e aspirações das gerações futuras;
VI - controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade
informações, representações técnica e participações nos processos de formulação de políticas, de
planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos;
VII - destinação final ambientalmente adequada: técnica de destinação ordenada de
rejeitos, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à
segurança, minimizando os impactos ambientais adversos;
VIII - fluxo de resíduos sólidos: movimentação de resíduos sólidos desde o momento da
geração até a disposição final dos rejeitos;
IX - geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que
geram resíduos sólidos por meio de seus produtos e atividades, inclusive consumo, bem como as que
desenvolvem ações que envolvam o manejo e o fluxo de resíduos sólidos;
3
X - gerenciamento integrado de resíduos sólidos: atividades de desenvolvimento,
implementação e operação das ações definidas no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, a
fiscalização e o controle dos serviços de manejo dos resíduos sólidos;
XI - gestão integrada de resíduos sólidos: ações voltadas à busca de soluções para os
resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões políticas, econômicas, ambientais, culturais e
sociais, com a ampla participação da sociedade, tendo como premissa o desenvolvimento sustentável;
XII - logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizada
por um conjunto de ações, procedimentos e meios, destinados a facilitar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos, na
forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, visando a não geração de rejeitos;
XIII - resíduos sólidos: resíduos no estado sólido e semi-sólido, que resultam de atividades
de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada;
XIV - reutilização: processo de reaplicação dos resíduos sólidos sem sua transformação
biológica, física ou físico-química;
XV - manejo de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente,
com vistas à operacionalizar a coleta, o transbordo, o transporte, o tratamento dos resíduos sólidos e a
disposição final ambientalmente adequada de rejeitos;
XVI - limpeza urbana: o conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, pelo Distrito
Federal e pelos Municípios, relativa aos serviços de varrição de logradouros públicos; limpeza de dispositivos
de drenagem de águas pluviais; limpeza de córregos e outros serviços, tais como poda, capina, raspagem e
roçada, bem como o acondicionamento e coleta dos resíduos sólidos provenientes destas atividades;
XVII - tecnologias ambientalmente saudáveis: tecnologias de prevenção, redução ou
eliminação de resíduos sólidos ou poluentes, propiciando a redução de desperdícios, a conservação de
recursos naturais, a redução ou eliminação de substâncias tóxicas presentes em matérias-primas ou
produtos auxiliares, a redução da quantidade de resíduos sólidos gerados por processos e produtos e,
conseqüentemente, a redução de poluentes lançados para o ar, solo e águas;
XVIII - tratamento ou reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos, dentro
de padrões e condições estabelecidas pelo órgão ambiental, que envolve a alteração de suas propriedades
físicas, físico-químicas ou biológicas, tornando-os em novos produtos, na forma insumos, ou em rejeito.
CAPÍTULO II
DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Art. 9o A Política Nacional de Resíduos Sólidos será desenvolvida em consonância com as
Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Educação Ambiental, de Recursos Hídricos, de Saneamento
Básico, de Saúde, Urbana, Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior e as que promovam a inclusão
social, de acordo com o disposto nesta Lei.
Art. 10. As Políticas de Resíduos Sólidos dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios deverão estar compatíveis com as diretrizes estabelecidas nesta Lei.
4
Seção Única
Dos Instrumentos
Art. 11. São instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
I - Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos;
II - Análise e Avaliação do Ciclo de Vida do Produto;
III - Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, nos
termos do art. 9o, inciso VIII, da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981;
IV - inventários de resíduos sólidos em conformidade com o disposto pelo Conselho
Nacional do Meio Ambiente - CONAMA;
V - Avaliação de Impactos Ambientais, nos termos do art. 9o, inciso III, da Lei no 6.938, de
1981;
VI - Sistema Nacional de Informações Ambientais - SISNIMA e o Sistema Nacional de
Informações em Saneamento Básico - SINISA;
VII - logística reversa;
VIII - licenciamento ambiental;
IX - monitoramento e fiscalização ambiental;
X - cooperação técnica e financeira entre os setores público e privado para o
desenvolvimento de pesquisas e de novos produtos;
XI - pesquisa científica e tecnológica;
XII - educação ambiental;
XIII - incentivos fiscais, financeiros e creditícios;
XIV - Fundo Nacional do Meio Ambiente e Fundo Nacional de Desenvolvimento
Cientifico e Tecnológico; e
XV- Conselhos de Meio Ambiente.
CAPÍTULO III
DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
Seção I
Da Classificação dos Resíduos Sólidos
Art. 12. Os resíduos sólidos serão classificados:
I - quanto à origem:
a) resíduos sólidos urbanos: resíduos sólidos gerados por residências, domicílios,
estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e os oriundos dos serviços públicos de limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos, que por sua natureza ou composição tenham as mesmas
características dos gerados nos domicílios;
b) resíduos sólidos industriais: resíduos sólidos oriundos dos processos produtivos e
instalações industriais, bem como os gerados nos serviços públicos de saneamento básico, excetuando-se
os relacionados na alínea “c” do inciso I do art. 3o da Lei no 11.445, de 2007;
5
c) resíduos sólidos de serviços de saúde: resíduos sólidos oriundos dos serviços de saúde,
conforme definidos pelo Ministério da Saúde em regulamentações técnicas pertinentes;
d) resíduos sólidos rurais: resíduos sólidos oriundos de atividades agropecuárias, bem
como os gerados por insumos utilizados nas respectivas atividades; e
e) resíduos sólidos especiais ou diferenciados: aqueles que por seu volume, grau de
periculosidade, de degradabilidade ou outras especificidades, requeiram procedimentos especiais ou
diferenciados para o manejo e a disposição final dos rejeitos, considerando os impactos negativos e os
riscos à saúde e ao meio ambiente; e
II - quanto à finalidade:
a) resíduos sólidos reversos: resíduos sólidos restituíveis, por meio da logística reversa,
visando o seu tratamento e reaproveitamento em novos produtos, na forma de insumos, em seu ciclo ou
em outros ciclos produtivos; e
b) rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento
e recuperação por processos tecnológicos acessíveis e disponíveis, não apresentem outra possibilidade
que não a disposição final ambientalmente adequada.
Seção II
Da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
Art. 13. Incumbe ao Distrito Federal e aos Municípios a gestão dos resíduos sólidos
gerados em seus respectivos territórios.
Art. 14. É condição para o Distrito Federal e os Municípios terem acesso a recursos da
União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos
sólidos a elaboração de Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, executados em função dos
resíduos sólidos gerados ou administrados em seus territórios, contendo, no mínimo:
I - caracterização do Município;
II - visão global dos resíduos sólidos gerados de forma a estabelecer o cenário atual e
futuro no âmbito de sua competência;
III - diagnóstico da situação dos resíduos sólidos identificados no âmbito de sua atuação,
contendo a origem, o volume, a caracterização dos resíduos sólidos gerados e formas de destinação e
disposição final praticadas;
IV - identificação de regiões favoráveis para disposição final adequada de rejeitos;
V - identificação das possibilidades do estabelecimento de soluções consorciadas ou
compartilhadas, considerando, nos critérios de economia de escala, a proximidade dos locais
estabelecidos e as formas de prevenção dos riscos ambientais;
VI - identificação dos resíduos sólidos especiais ou diferenciados;
VII - procedimentos operacionais e especificações mínimas, que deverão ser adotados nos
serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, inclusive quanto aos resíduos sólidos
especiais ou diferenciados identificados e à disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
VIII - critérios que deverão ser adotados para a operacionalização dos serviços públicos de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
IX - estabelecimento de indicadores de desempenho operacional e ambiental;
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X - definição das atribuições de todos aqueles que participem de sua implementação e
operacionalização;
XI - estabelecimento de programas e ações de capacitação técnica, voltadas à implementação
do Plano;
XII - programa social, contendo as formas de participação dos grupos interessados,
inclusive com a indicação de como serão construídas as soluções para os problemas apresentados;
XIII - mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda, mediante a
valorização dos resíduos sólidos;
XIV - programa econômico, contendo o sistema de cálculo dos custos da prestação dos
serviços públicos de manejo de resíduos sólidos, a forma de cobrança desses serviços, incluindo os
excedentes e a recuperação total dos custos;
XV - descrição das formas de sua participação na logística reversa no âmbito local;
XVI - meios que serão utilizados para o controle dos geradores de resíduos sólidos sujeitos
ao sistema de logística reversa no âmbito local e os instrumentos financeiros que poderão ser aplicados
para incentivar ou controlar as atividades dele decorrentes;
XVII - procedimentos dos geradores dos resíduos sólidos que requeiram manejo especial
ou diferenciado, em função das suas características e do porte de sua geração e ainda a descrição dos
resíduos sólidos urbanos considerados quando aplicado o disposto no art. 6o da Lei no 11.445, de 2007;
XVIII - ações preventivas e corretivas nos procedimentos adotados, incluindo o respectivo
programa de monitoramento;
XIX - estrutura de comunicação necessária, para ciência da população quanto à quantidade
de resíduos sólidos gerados no âmbito local e aos problemas ambientais e sanitários derivados do manejo
inadequado de resíduos sólidos e estabelecimento de canal de comunicação direto com a sociedade
local;
XX - periodicidade de sua revisão, considerando o período máximo de quatro anos de
vigência do Plano; e
XXI - identificação e monitoramento dos passivos ambientais.
§ 1o Para o caso de resíduos sólidos urbanos gerados pelos órgãos da administração
pública deverão ser desenvolvidos procedimentos que contemplem a utilização racional dos recursos e o
combate a todas as formas de desperdício.
§ 2o Os Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos deverão ser elaborados em
consonância com o disposto na Lei no 11.445, de 2007, bem como atender às particularidades regionais e
locais de sua área de abrangência.
§ 3o Decreto do Poder Executivo Federal estabelecerá normas específicas sobre o acesso
aos recursos da União de que dispõe o caput.
Art. 15. Os geradores dos resíduos sólidos industriais, de serviços de saúde, rurais,
especiais ou diferenciados, classificados no art. 12, inciso I, alíneas “b”, “c”, “d” e “e”, desta Lei, deverão
elaborar e dar publicidade aos seus Planos de Atuação para os Resíduos Sólidos, com base nos seguintes
requisitos mínimos:
7
I - descrição do empreendimento;
II - visão global das ações relacionadas aos resíduos sólidos, de forma a estabelecer o
cenário atual e futuro de seus resíduos;
III - diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados;
IV - objetivos e metas que deverão ser observados nas ações definidas para os resíduos
sólidos;
V - procedimentos operacionais de segregação, acondicionamento, coleta, triagem,
armazenamento, transbordo, transporte, tratamento de resíduos sólidos e disposição final adequada dos
rejeitos, em conformidade com o estabelecido no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do
Distrito Federal ou do Município em que a atividade geradora de resíduos sólidos estiver instalada;
VI - previsão das modalidades de manejo e tratamento que correspondam às
particularidades dos resíduos sólidos e dos materiais que os constituem e a previsão da forma de
disposição final ambientalmente adequada dos respectivos rejeitos;
VII - considerações sobre a compatibilidade dos resíduos sólidos gerados;
VIII - estabelecimento de indicadores de desempenho operacional e ambiental;
IX - descrição das formas de sua participação na logística reversa e de seu controle, no
âmbito local;
X - identificação das possibilidades do estabelecimento de soluções consorciadas ou
compartilhadas, considerando, nos critérios de economia de escala, a proximidade dos locais
estabelecidos para estas soluções e as formas de prevenção de possíveis riscos ambientais;
XI - ações preventivas e corretivas a serem praticadas no caso de situações de manejo
incorreto ou acidentes;
XII - definição dos instrumentos e meios para possibilitar a recuperação de áreas
degradadas por seu processo produtivo;
XIII - determinação de cronograma para o desenvolvimento de ações de capacitação
técnica, necessárias à implementação do Plano;
XIV - mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda mediante a
valorização dos resíduos sólidos;
XV - programa social, contendo as formas de participação dos grupos interessados,
inclusive com a indicação de como serão construídas as soluções para os problemas apresentados;
XVI - procedimentos e meios pelos quais divulgará aos consumidores os cuidados que
devem ser adotados no manejo dos resíduos sólidos reversos de sua responsabilidade, incluindo os
resíduos sólidos especiais ou diferenciados;
XVII - periodicidade de sua revisão, considerando o período máximo de quatro anos; e
XVIII - adoção de medidas saneadoras dos passivos ambientais.
§ 1o O Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos deverá atender ao disposto no Plano de
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município ou Distrito Federal, sem prejuízo das normas
editadas pelo SISNAMA e pelo SNVS.
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§ 2o O Distrito Federal e os Municípios, com base no respectivo Plano de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos, poderão dispensar a elaboração do Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos em
razão do volume, periculosidade e degradabilidade dos resíduos sólidos gerados.
Art. 16. Para a elaboração, implementação, operacionalização e monitoramento de todas
as etapas do Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos e ainda, para o controle da disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos, deverá ser designado profissional técnico responsável habilitado,
com atribuições para tanto.
Parágrafo único. Os responsáveis pelo Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos devem
manter atualizadas e disponíveis para consultas as informações completas sobre a implementação do
Plano de sua responsabilidade.
Art. 17. O Plano de Atuação para os Resíduos Sólidos é parte integrante do processo de
licenciamento ambiental.
Seção III
Das Responsabilidades
Art. 18. Compete ao gerador de resíduos sólidos a responsabilidade pelos resíduos sólidos
gerados, compreendendo as etapas de acondicionamento, disponibilização para coleta, coleta, tratamento
e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos.
§ 1o A contratação de serviços de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e
destinação final ambientalmente adequada de rejeitos de resíduos sólidos, não isenta a responsabilidade
do gerador pelos danos que vierem a ser provocados.
§ 2o Somente cessará a responsabilidade do gerador de resíduos sólidos, quando estes forem
reaproveitados em produtos, na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.
Art. 19. O gerador de resíduos sólidos urbanos terá cessada sua responsabilidade com a
disponibilização adequada de seus resíduos sólidos para a coleta.
Art. 20. No caso de dano envolvendo resíduos sólidos, a responsabilidade pela execução
de medidas mitigatórias, corretivas e reparatórias será da atividade ou empreendimento causador do dano,
solidariamente, com seu gerador.
§ 1o A responsabilidade disposta no caput somente se aplica ao gerador de resíduos
sólidos urbanos quando o dano decorrer diretamente de seu ato ou omissão.
§ 2o O Poder Público deve atuar no sentido de minimizar ou cessar o dano, logo que tome
conhecimento do evento lesivo ao meio ambiente ou a saúde pública.
§ 3o Caberá aos responsáveis pelo dano ressarcir o Poder Público pelos gastos decorrentes
das ações empreendidas para minimizar ou cessar o dano.
9
CAPÍTULO IV
DO FLUXO DOS RESÍDUOS
Seção Única
Da Logística Reversa
Art. 21. A instituição da logística reversa tem por objetivo:
I - promover ações para garantir que o fluxo dos resíduos sólidos gerados seja direcionado
para a sua cadeia produtiva ou para cadeias produtivas de outros geradores;
II - reduzir a poluição e o desperdício de materiais associados à geração de resíduos
sólidos;
III - proporcionar maior incentivo à substituição dos insumos por outros que não degradem
o meio ambiente;
IV - compatibilizar interesses conflitantes entre os agentes econômicos, ambientais,
sociais, culturais e políticos;
V - promover o alinhamento entre os processos de gestão empresarial e mercadológica
com os de gestão ambiental, com o objetivo de desenvolver estratégias sustentáveis;
VI - estimular a produção e o consumo de produtos derivados de materiais reciclados e
recicláveis; e
VII - propiciar que as atividades produtivas alcancem marco de eficiência e
sustentabilidade.
Art. 22. Os resíduos sólidos deverão ser reaproveitados em produtos na forma de novos
insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, cabendo:
I - ao consumidor:
a) acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados,
atentando para práticas que possibilitem a redução de sua geração; e
b) após a utilização do produto, disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reversos
para coleta;
II - ao titular dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos:
a) adotar tecnologias de modo a absorver ou reaproveitar os resíduos sólidos reversos
oriundos dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
b) articular com os geradores dos resíduos sólidos a implementação da estrutura necessária
para garantir o fluxo de retorno dos resíduos sólidos reversos, oriundos dos serviços de limpeza urbana; e
c) disponibilizar postos de coleta para os resíduos sólidos reversos e dar destinação final
ambientalmente adequada aos rejeitos;
III - ao fabricante e ao importador de produtos:
a) recuperar os resíduos sólidos , na forma de novas matérias-primas ou novos produtos em
seu ciclo ou em outros ciclos produtivos;
b) desenvolver e implementar tecnologias que absorva ou elimine de sua produção os
resíduos sólidos reversos;
1
c) disponibilizar postos de coleta para os resíduos sólidos reversos aos revendedores,
comerciantes e distribuidores, e dar destinação final ambientalmente adequada aos rejeitos;
d) garantir, em articulação com sua rede de comercialização, o fluxo de retorno dos
resíduos sólidos reversos; e
e) disponibilizar informações sobre a localização dos postos de coleta dos resíduos sólidos
reversos e divulgar, por meio de campanhas publicitárias e programas, mensagens educativas de combate
ao descarte inadequado; e
IV - aos revendedores, comerciantes e distribuidores de produtos:
a) receber, acondicionar e armazenar temporariamente, de forma ambientalmente segura,
os resíduos sólidos reversos oriundos dos produtos revendidos, comercializados ou distribuídos;
b) disponibilizar postos de coleta para os resíduos sólidos reversos aos consumidores; e
c) informar o consumidor sobre a coleta dos resíduos sólidos reversos e seu
funcionamento.
Art. 23. Os resíduos sólidos reversos coletados pelos serviços de limpeza urbana, em
conformidade com o art. 7o da Lei no 11.445, de 2007, deverão ser disponibilizados pelo Distrito Federal e
Municípios em instalações ambientalmente adequadas e seguras, para que seus geradores providenciem o
retorno para seu ciclo ou outro ciclo produtivo.
§ 1o O responsável pelos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos
poderá cobrar pela coleta, armazenamento e disponibilização dos resíduos sólidos reversos.
§ 2o Para o cumprimento do disposto no caput deste artigo, o responsável pelos serviços
públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos deverá priorizar a contratação de organizações
produtivas de catadores de materiais recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda.
Art. 24. A implementação da logística reversa dar-se-á nas cadeias produtivas, conforme
estabelecido em regulamento.
Parágrafo único. A regulamentação priorizará a implantação da logística reversa nas
cadeias produtivas, considerando a natureza do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos
sólidos gerados, bem como os efeitos econômicos e sociais decorrentes de sua adoção.
CAPÍTULO V
DOS INSTRUMENTOS ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Art. 25. O Poder Público atuará no sentido de estruturar programas indutores e linhas de
financiamentos para atender, prioritariamente, às iniciativas:
I - de prevenção e redução de resíduos sólidos no processo produtivo;
II - de desenvolvimento de pesquisas voltadas à prevenção da geração de resíduos sólidos e
produtos que atendam à proteção ambiental e à saúde humana;
III - de infra-estrutura física e equipamentos para as organizações produtivas de catadores
de materiais recicláveis formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda, reconhecida como
tal pelo Poder Público;
IV – de desenvolvimento de tecnologias aplicadas aos resíduos sólidos; e
1
V – de desenvolvimento de projetos consorciados de logística reversa.
Art. 26. Quando da aplicação das políticas de fomentos ou incentivos creditícios
destinadas a atender diretrizes desta Lei, as instituições oficiais de crédito podem estabelecer critérios
diferenciados que possibilitem ao beneficiário acessar crédito do Sistema Financeiro Nacional para seus
investimentos produtivos, tais como:
I - cobrança da menor taxa de juros do sistema financeiro; e
II - concessão de carências e o parcelamento das operações de crédito e financiamento.
Parágrafo único. A existência do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é condição
prévia para o recebimento dos incentivos e financiamentos dos órgãos federais de crédito e fomento.
Art. 27. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito de suas
competências, poderão editar normas com o objetivo de conceder incentivos fiscais, financeiros ou
creditícios, respeitadas as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, para as indústrias e entidades
dedicadas à reutilização e ao tratamento de resíduos sólidos produzidos no território nacional, bem como
para o desenvolvimento de programas voltados à logística reversa, prioritariamente em parceria com
associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis reconhecidas pelo poder público e
formada exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda.
Art. 28. Os consórcios públicos, constituídos com o objetivo de viabilizar a descentralização
e a prestação de serviços públicos que envolvam resíduos sólidos, terão prioridade na obtenção dos incenti-
vos propostos e de recursos disponibilizados pelo Governo Federal.
CAPÍTULO VI
DAS PROIBIÇÕES
Art. 29. Ficam proibidas as seguintes formas de disposição final de rejeitos:
I - lançamento nos corpos hídricos e no solo, de modo a causar danos ao meio ambiente, à
saúde pública e à segurança;
II - queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados
para esta finalidade; e
III - outras formas vedadas pelo Poder Público.
Parágrafo único. No caso de decretação de emergência sanitária, a queima de resíduos a
céu aberto poderá ser realizada, desde que autorizada e acompanhada pelo órgão ambiental competente.
Art. 30. Ficam proibidas, nas áreas de disposição final de rejeitos, as seguintes atividades:
I - utilização dos rejeitos dispostos, como alimentação;
II - catação em qualquer hipótese;
III - fixação de habitações temporárias e permanentes; e
IV - outras atividades vedadas pelo Poder Público.
Art. 31. Fica proibida a importação de resíduos sólidos e rejeitos cujas características
causem danos ao meio ambiente e à saúde pública, ainda que para tratamento, reforma, reuso, reutilização
ou recuperação.
1
Parágrafo único. Os resíduos e rejeitos importados que não causem danos ao meio
ambiente e à saúde pública serão definidos em regulamento.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 32. A ação ou omissão das pessoas físicas ou jurídicas que importem inobservância
aos preceitos desta Lei e a seus regulamentos sujeitam os infratores às sanções previstas em lei, em
especial as dispostas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e seus decretos regulamentadores.
Art. 33. Esta Lei entrará em vigor cento e oitenta dias após a data da sua publicação.
Brasília,
PL-RESÍDUOS SÓLIDOS(L4)
Profissões industriais
O mundo está mudando e as profissões industriais também. Para ajudar trabalhadores, estudantes, pesquisadores e profissionais de recursos humanos a acompanhar as transformações do mundo do trabalho, o SENAI elaborou este guia das Profissões Industriais.
Produzidas a partir de detalhado levantamento dos dados levantados pelo RAIS (Registro Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego), no período de 1993 a 2000, as informações aqui contidas se baseiam nos conceitos adotados pela Nova Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho, e incluem não apenas a descrição das atividades exigidas, como também as competências requeridas pelas ocupações no mercado de trabalho.
site senai
Produzidas a partir de detalhado levantamento dos dados levantados pelo RAIS (Registro Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego), no período de 1993 a 2000, as informações aqui contidas se baseiam nos conceitos adotados pela Nova Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho, e incluem não apenas a descrição das atividades exigidas, como também as competências requeridas pelas ocupações no mercado de trabalho.
site senai
Cursos da indústria naval RJ
03/08/2010 17h07
CVT São Gonçalo inscreve para cursos da indústria naval leve e de informática
Por Ascom da Faetec
O Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, está com inscrições abertas, até o dia 10 de agosto, para cursos profissionalizantes nas áreas da indústria naval leve e de informática.
Os cursos oferecidos são: confecção e reparo de artefatos de pesca (20 vagas), instalação mecânica de motores marítimos (20) e manutenção mecânica de motores marítimos (20), além de construção, manutenção e reparos de embarcações pesqueiras em madeira (40) e informática básica profissional (40), que tiveram seu período de inscrições prorrogado.
Todos os cursos são gratuitos e os interessados devem preencher alguns requisitos relativos à idade e escolaridade mínimas para se candidatarem às vagas. Para os cursos de instalação e manutenção mecânica de motores marítimos e construção e reparos de embarcações pesqueiras, é necessário ter concluído o 8º ano (antiga sétima série) do ensino fundamental e ter, no mínimo, 16 anos. Já para confecção e reparo de artefatos de pesca, a escolaridade mínima é o 5º ano e a idade é a mesma. Para informática, também é preciso ter concluído o 8º ano do fundamental, mas a idade mínima é de 15 anos.
Para realizar a inscrição, os interessados devem se dirigir à unidade no período indicado, das 9h às 16h, levando um documento de identidade ou a certidão de nascimento – para os menores de 18 anos – originais.
Mais informações podem ser solicitadas na própria escola, de segunda à sexta-feira, também das 9h às 16h, ou pelo telefone 2725 9318.
O endereço do CVT São Gonçalo é: Rua Manoel Duarte, nº 993, no Porto Velho, em São Gonçalo.
CVT São Gonçalo inscreve para cursos da indústria naval leve e de informática
Por Ascom da Faetec
O Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, está com inscrições abertas, até o dia 10 de agosto, para cursos profissionalizantes nas áreas da indústria naval leve e de informática.
Os cursos oferecidos são: confecção e reparo de artefatos de pesca (20 vagas), instalação mecânica de motores marítimos (20) e manutenção mecânica de motores marítimos (20), além de construção, manutenção e reparos de embarcações pesqueiras em madeira (40) e informática básica profissional (40), que tiveram seu período de inscrições prorrogado.
Todos os cursos são gratuitos e os interessados devem preencher alguns requisitos relativos à idade e escolaridade mínimas para se candidatarem às vagas. Para os cursos de instalação e manutenção mecânica de motores marítimos e construção e reparos de embarcações pesqueiras, é necessário ter concluído o 8º ano (antiga sétima série) do ensino fundamental e ter, no mínimo, 16 anos. Já para confecção e reparo de artefatos de pesca, a escolaridade mínima é o 5º ano e a idade é a mesma. Para informática, também é preciso ter concluído o 8º ano do fundamental, mas a idade mínima é de 15 anos.
Para realizar a inscrição, os interessados devem se dirigir à unidade no período indicado, das 9h às 16h, levando um documento de identidade ou a certidão de nascimento – para os menores de 18 anos – originais.
Mais informações podem ser solicitadas na própria escola, de segunda à sexta-feira, também das 9h às 16h, ou pelo telefone 2725 9318.
O endereço do CVT São Gonçalo é: Rua Manoel Duarte, nº 993, no Porto Velho, em São Gonçalo.
Esteja, no mínimo, cursando o 9º ano do fundamental CVT Parque São José
CVT Parque São José oferece oportunidades para cursos automotivos
No Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Parque São José, em Belford Roxo, são, ao todo, 200 vagas em cursos na área automotiva, que tem inscrições até as 20 horas. Todos oferecem aulas teóricas e práticas e, para participar, é necessário ter, no mínimo, 18 anos e a escolaridade de acordo com o curso escolhido.
Quem, no mínimo, está cursando o 7º ano do ensino fundamental pode tentar uma das vagas nos cursos de Pintura Automotiva ou no de Lanternagem. Ambos tem duração de oito semanas.
Para participar de uma das turmas dos cursos de Sonorização (duração de seis semanas) ou Eletromecânica de autos (10 semanas) é exigido que o candidato esteja, no mínimo, cursando o 9º ano do fundamental.
O ensino fundamental completo também é necessário para ter acesso ao curso de Mecânica e Elétrica de Motos, que terá duração de 20 semanas.
Todos os inscritos participarão do sorteio das vagas. A matrícula dos sorteados será de 9 a 11 de agosto. O início das aulas está previsto para 16 de agosto. O CVT Parque São José fica na estrada Aníbal da Motta, s/n, no bairro Parque São José em Belford Roxo. Mais informações pelos telefones 3775-5617 ou 2332-4085.
No Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Parque São José, em Belford Roxo, são, ao todo, 200 vagas em cursos na área automotiva, que tem inscrições até as 20 horas. Todos oferecem aulas teóricas e práticas e, para participar, é necessário ter, no mínimo, 18 anos e a escolaridade de acordo com o curso escolhido.
Quem, no mínimo, está cursando o 7º ano do ensino fundamental pode tentar uma das vagas nos cursos de Pintura Automotiva ou no de Lanternagem. Ambos tem duração de oito semanas.
Para participar de uma das turmas dos cursos de Sonorização (duração de seis semanas) ou Eletromecânica de autos (10 semanas) é exigido que o candidato esteja, no mínimo, cursando o 9º ano do fundamental.
O ensino fundamental completo também é necessário para ter acesso ao curso de Mecânica e Elétrica de Motos, que terá duração de 20 semanas.
Todos os inscritos participarão do sorteio das vagas. A matrícula dos sorteados será de 9 a 11 de agosto. O início das aulas está previsto para 16 de agosto. O CVT Parque São José fica na estrada Aníbal da Motta, s/n, no bairro Parque São José em Belford Roxo. Mais informações pelos telefones 3775-5617 ou 2332-4085.
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