Grande artista, não faz falta a Caetano Veloso um diploma de nível superior. Seus recentes comentários injuriosos a respeito do presidente com a maior aprovação da História do Brasil são indiscutivelmente coerentes - com sua visão de mundo, com a visão da classe a que pertence, assim como dos meios de comunicação que as constroem incansavelmente, bloqueando qualquer ensaio de questionamento ao seu insistente pensamento único.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilFKEuz8VMVuUE7oghNu-3MUPjyp2G-FOEEM069LQAPD_r4Jc16iQMydUKowKYLjS2zqTb3neCt4kk5HdpUfmcZEwYj31Ba8dKA5chx5s2bhb7CEx4etvogBZXPuX1gs6tLmovOc3KeLhM/s320/nariz+em+p%C3%A9.bmp &
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhThnB0loyDrd-R0c4ZzivF-_yK9KF1_4obpD3Vn__zehPwfg9H9OVQsRcSegKNHykz7LLXdMpJQ5xWtNscByOI361DVdFxJLBJUW1AA51qg8n1tywG7VZNs4B_05oy9Jx_tUSgTSrsU0Y/s400/Lula+rindo.jpg
Ao se referir a Lula como 'analfabeto', o termo está sendo utilizado de forma equivocada, pois 'analfabetismo' significa 'não saber ler nem escrever'. Imagino que ele esteja se remetendo, de maneira exagerada, ao fato de Lula não ter diploma de graduação, coisa que o compositor tampouco possui. Esse tipo de exigência não é nem mesmo cogitada ante outros artistas geniais como Milton, Chico, Cora Coralina... Gilberto Gil, ex-ministro do governo Lula, graduou-se, mas não em música... 'Ah, mas eles são artistas...'. E não seria a Política uma arte? Um pouco de Platão e Aristóteles não faz mal a ninguém...
Quanto à suposta 'cafonice' de nosso presidente, situado na revista americana Newsweek em 18° lugar entre as pessoas mais poderosas do mundo, Pierre Bourdieu (1930-2002) nos traz uma contribuição preciosa. De origem campesina, como Lula, o sociólogo francês criou conceitos que desmoronam o velho chavão do 'gosto não se discute'. Para Bourdieu, não só se deve discutir, como estudar, compreender, aquilo que se trata de, mais que uma questão de 'classe', uma questão de 'classe social'. Além do enorme abismo do ponto de vista propriamente econômico, os 'gostos diferenciadores', referentes ao 'estilo de vida', consistem na maior marca de violência simbólica e num fundamental instrumento de legitimação da dominação das classes dominadas pelas dominantes. Não somente é desigual a distribuição de renda numa sociedade dividida em classes, mas também o acesso à educação formal e informal - o hábito de freqüentar museus, espetáculos de teatro, música, dança - à sofisticação do vocabulário, às regras de etiqueta, à constituição da apresentação pessoal, dos 'modos' e atitudes corporais.
Obviamente, alcançar maior poder aquisitivo não possibilita a aquisição desse 'capital cultural' adquirido ao longo de toda uma vida no convívio com 'outras pessoas elegantes', ou seja, com a 'elite'. Uma expressão precisa para designá-las, utilizada corriqueiramente na Zona Sul do Rio, é 'gente bonita' - como sinônimo de portadores de determinadas marcas de classe evidentes pelo vestuário, linguajar, cabelos, corpos, modos, atitudes. Bourdieu demonstrou os aspectos, às vezes despercebidos, da 'construção social' do gosto, seja o gosto de Caetano, das elites, dos que gostariam de ser elite, pretendendo se distinguir da massa supostamente 'inculta'. Em outras palavras, as classes às quais pertencemos determinam, em grande parte, nossos critérios aparentemente inatos do que vem a ser elegância, numa relação de constante imitação, pelos 'cafonas', dos considerados detentores dos critérios de julgamento estético.
Lula não segue a corrente dos imitadores: mantém-se fiel à cafonice que o identifica com suas origens populares. Ah, como isso incomoda...
Embora seja assistido desde tempos imemoriais, lembrando que Norbert Elias estudou como a nobreza francesa era imitada por suas congêneres do resto da Europa no Ancien Régime, aqui, no Brasil, o fenômeno da distinção alcança as fronteiras do 'nojo', das reações fisiológicas desagradáveis, diante de tudo que possa remeter a atributos das classes populares, tudo que venha do 'povão'.
Não é à toa que o REUNI - Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais que tem como objetivo "criar condições para a ampliação do acesso e permanência na educação superior, no nível da graduação, pelo melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas Universidades Federais" - seja alvo de críticas ferrenhas, apesar de vir ao encontro de demandas por mais vagas já presentes nos protestos estudantis da França e do Brasil há quarenta anos, os quais, aqui, jamais sequer haviam sido
objeto de atenção pelos governos. A demanda por cidadania e não por privilégios restritos é assunto que dá nojo, dá 'gastura', como se fala no interior do Brasil. Mas isso são outros quinhentos...
Embora o acesso universal à educação deva ser uma meta, podemos questionar - como muitos eminentes acadêmicos questionam - que a universidade seja a única fonte de conhecimento legítimo, sob o risco de repetirmos, em outros moldes, o papel de detentora do saber exercido pela Igreja Católica Medieval. O que seria de nós sem a contribuição inestimável de tantos notáveis que por ela não passaram?
Pode-se argumentar, contudo, que o referido compositor não tem preconceito de classe ou contra a falta de diploma, pois pretende votar em Marina Silva que, como Caetano, não possui graduação, e que, como Lula, tem origem humilde. (O curioso é que, sendo a candidata à sucessão de Lula uma economista, dessa vez, a mesma é cobrada por não possuir mestrado e acusada de ter lutado contra a ditadura militar: sempre inventarão motivos contrários a políticas públicas que ferem ideais de distinção de classe). Ao contrário do que parece, os atributos de Marina caem como uma luva para nossa conservadora classe média leitora do Globo e da Veja e que jamais se assumirá preconceituosa: portar a nobre e indignada bandeira da causa verde faz disparar sua pontuação no quesito 'elegância'. Os que se preocupam ardentemente com a possibilidade de vida de seus netos e bisnetos são tocados em seu íntimo pelas questões ligadas à salvação das florestas.
Só que, mais uma vez, como a História sempre ajuda a enxergar, o buraco - na camada de ozônio - é mais embaixo: a destruição do planeta é a consequência inexorável de um sistema perverso que nele vem se instalando há alguns séculos. Ao longo de suas notáveis transformações, atingiu um ponto em que passou a se dar conta de seu próprio potencial de destruição e de identificar na preocupação com a natureza uma boa - e quem sabe, lucrativa - causa.
Do ponto de vista das chamadas 'Gerações' de Direitos Humanos, ao longo dos desdobramentos do capitalismo, a causa ecológica nasceu como a terceira filha. Enquanto a primeira, a segunda e a terceira gerações são identificadas com os ideais da Revolução Francesa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - a quarta, mais recente, relaciona-se a questões da Bioética e aos movimentos de segmentos minoritários ou discriminados da sociedade. A liberdade refere-se aos direitos civis e políticos, chamados de 'direitos negativos', pois limitam o poder
exorbitante do Estado, que deve deixar o indivíduo viver e atuar politicamente. A igualdade consiste na luta pelos direitos sociais, culturais, econômicos, e demandam uma atuação 'positiva' do Estado no sentido de realizar ações que proporcionem condições de acesso de todos os indivíduos à educação, saúde, moradia, assistência social, dignidade no trabalho. Finalmente, a fraternidade esta ligada à ecologia, à preocupação com o destino da humanidade, irmanada por sua condição de habitante do planeta Terra.
Como se situaria o Brasil nessa História? Não vivemos mais no tempo de Marx, das jornadas de trabalho de 18 horas que não poupavam mulheres e crianças caindo mortas de fome ao redor das grandes máquinas sujas das fábricas. Hoje, longos tentáculos buscam mão de obra barata como a planta se dirige à luz do sol e os dejetos - da poluição e os seres humanos excluídos da participação em suas benesses - são escondidos do campo de visão dos que têm 'bom gosto'. Depois de destruir suas próprias florestas, os países ricos se preocupam e ditam regras da etiqueta politicamente correta aos pobres, abraçando a 'causa ecológica' com a mesma eloqüência que ontem defenderam que a 'mão invisível do mercado' traria a felicidade geral. Hoje, uma mão visível segura imponente a bandeira do orgulho verde. Porém, o corpo do qual faz parte constitui-se de fome, miséria, doença, condições abaixo de qualquer noção de dignidade da pessoa humana. A bandeira parece ser de um médico, mas o sujeito que a segura é um 'elegante' monstro. Chega a ser apelativo falar em salvar o planeta tirando de contexto uma causa que ninguém ousará contestar. Mas que tal pesquisar casos concretos de vínculos incontestáveis entre partidos verdes de diferentes países com os setores mais conservadores das respectivas sociedades? Visualizando a imagem do monstro, de braços dados com uma chiquérrima Brigitte Bardot salvando animais, faz todo sentido. A Bela e a Fera...
De modo algum defendo qualquer teleologia e que tenhamos que passar por fases que os outros já passaram. Nem que os sete anos de Governo Lula tenham se proposto a enfrentar bravamente, contra tudo e contra todos, o capitalismo que domina quase toda a superfície do planeta. Ninguém falou em Revolução, aliás, não era esse o combinado. Apenas assisto a um esforço hercúleo de instaurar políticas que ferem o coração desses mecanismos de violência, real e simbólica, que o julgamento do que é ou não cafona só vem a perpetuar, no sentido de
minimizar o enorme fosso que separa os que têm e os que não têm acesso a conquistas históricas impreteríveis do Ocidente, independentemente de obediência a qualquer cronologia, identificadas com os direitos humanos: combate à fome à miséria, acesso universal à educação, à energia elétrica, diminuição da desigualdade ímpar que nos assola. Fraternidade, também quero, mas junto com a Liberdade, e principalmente, o que mais nos falta, Igualdade! Não igualdade no sentido anatômico, igualdade de condições, junto com a quarta geração.
Não indignar-se com a miséria, agarrar-se ferrenhamente a seus privilégios, assim como espernear diante de sinais de mudança, faz parte do aprendizado de cegueira, inércia e arrogância por que passam nossas elites com seu gosto sofisticado. Mas ao contrário de um regime de concordância geral, o ideal de democracia é caracterizado justamente pela coexistência de opiniões diversas a respeito das políticas do governo. À insatisfação proveniente de certo campo ideológico correspondem, certamente, avanços jamais assistidos na História do
Brasil. Com vínculos ideológicos resumidos na figura de ACM, nutridora de uma ordem social desigual desde 1500, existe uma indiscutivelmente sincera elite baiana à qual, desagradar, é sinal de que Lula está no caminho certo!
URL: http://br.groups.yahoo.com/group/politica-br/message/105404
Novos índices Brasileiros como consumo, direitos de ir e vir, e culturas de locais distintos nos fazem questionar como a diversidade Brasileira vai tratar os outros, pois vejo pessoas que se dizem humanas à frente de cargos não reconhecer o outro ser humano. Por um 2015 humano.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Young and poor employability
To be enjoyed with modular courses with a high degree of employability term earning power strong striking, offered the young people of poor communities or the famous very dark, but if we do not differentiate what is training and developing staff in the reality of everyday life in Brazil we can see that ethics is a relative thing, with dubious effect, the same check on education in the Brazilian look, same as those which arise in favor of something that is not specific in their practices because there are scholars who argue that the already inclusion in the Brazilian adolescents functionally illiterate or persons with a series of limitations from year to year, Niterói, The Tribune Wednesday, 16/09/2009 Pg 2, if we speak of protecting the principle of trust and its value in society that each more technical requirements has required the insertion of the labor market and the demand for ever part of a diploma school that has suffered from acts or dam only offers the opportunity for access to those who find no value or profile.
When we observe that there are no guarantees of the citizen to be heard in some areas, but even exposing the practices of state and private acts, capable of frustrating the legitimate expectations of the individual as it is in a quality school, and in theory a right for all, that due to access, manage and successfully stood as access to special contract work, Cap IV, protect underage labor, Art 402-441 CLT, that on the way the rules set by the main enforcers of courses and public and private companies that benefit foundation created especially to promote inclusion and social mobility, and in practice does not respond within the social responsibility but economical because it only work with meritocracy, individuals assessed by tests and titles with better data, these exposed positions on issues of inclusion race, a representative body promotes a discussion with a consultant for strategic planning and marketing management and organizational communication for companies in the education and services, which has put more than ten years of experience and focus of the lecture and enrollments Attraction 2010, Procurement and retention and in its publicity material does not appear in the representation of a Negro, and to Eastern, and the city of Niteroi is represented by a black population is greater, without neura, access to work is dark black in Brazil, but pespecção be the attraction and capture of black students as marketing a private school is forbidden in the possibility of offering economic mobility in this racial group who missed this folder. Why not watch TV Brazil art with Sergio Brito 08/11/2009 with Adilson Dias artist.
When we observe that there are no guarantees of the citizen to be heard in some areas, but even exposing the practices of state and private acts, capable of frustrating the legitimate expectations of the individual as it is in a quality school, and in theory a right for all, that due to access, manage and successfully stood as access to special contract work, Cap IV, protect underage labor, Art 402-441 CLT, that on the way the rules set by the main enforcers of courses and public and private companies that benefit foundation created especially to promote inclusion and social mobility, and in practice does not respond within the social responsibility but economical because it only work with meritocracy, individuals assessed by tests and titles with better data, these exposed positions on issues of inclusion race, a representative body promotes a discussion with a consultant for strategic planning and marketing management and organizational communication for companies in the education and services, which has put more than ten years of experience and focus of the lecture and enrollments Attraction 2010, Procurement and retention and in its publicity material does not appear in the representation of a Negro, and to Eastern, and the city of Niteroi is represented by a black population is greater, without neura, access to work is dark black in Brazil, but pespecção be the attraction and capture of black students as marketing a private school is forbidden in the possibility of offering economic mobility in this racial group who missed this folder. Why not watch TV Brazil art with Sergio Brito 08/11/2009 with Adilson Dias artist.
Vocação de Negros. Qual?
Falar de vocação em especial, veja como estamos excluindo das nossas colocações, negros ou os bens escurinhos, como vocação fosse inerente a um grupo racial, se a coordenação, checagem, produção editorial não visualiza esta nação como a segunda em população negra fora da áfrica e a edição, reportagem, edição de arte, design, fotografia não tem como visual bonito as peles mais escuras, fico a pensar o que é comemorar anos de que? Pois se colocamos que estamos tentando nos qualificar como um grupo que promove inclusão real e não aceitamos que negros tenham aptidão e vocação, direito ou possa ter uma vida sem chefes e com isso acessar remuneração mais bem pagas, pois participaria da onda de crescimento, pergunto: como nasce uma vocação? Não teria nos negros esta possibilidade, ainda bem que a propaganda da Petrobras, nos mostra com ousadia e persistência, e as novas descobertas que profissionais que se dizem acessíveis que as favelas têm que absorver as questões éticas, afinal lá tem muitos escurinhos, talvez os chamados currauzinhos, ainda bem que colocamos samba. Adriano, Funk e outros tipos de cultura que faz com que o estrangeiro, não os Brasileiros que possuem cargo de comando ou decisão nos reconheça como indivíduos dentro de uma sociedade capaz como qualquer um, pois dentro de muitos pensamentos acabamos vendo crianças dizendo que é moreno, pg. 166, e não negra, não sou muito escurinho, e isso é normal.
Expansão da educação profissional
Maués, Zé Doca, Piripiri, Ipanguaçu, Formiga, Camaquã, Birigui e Ouricuri são pequenas cidades espraiadas, quase perdidas, pelo imenso território nacional. Desde 2005, o governo federal vem lançando sobre cidades pequenas assim - além de outras médias e grandes - as teias da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. São mais de 214 pontos ligados no novo mapa do ensino técnico do Brasil, que deverá estar totalmente redesenhado até 2010.
Nestes locais, são abertas as portas para que jovens se capacitem ao encontrar seu primeiro emprego e adultos aperfeiçoem suas carreiras. Considerado o elo frágil da escola brasileira, o ensino médio é a etapa da educação básica em que ocorre maior evasão, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. Além disso, menos de 30% dos jovens de 18 a 24 anos chegam ao ensino superior. Sem perspectivas de ingressar em um curso superior, muitos abandonam as salas de aula. Mas, em cursos técnicos, a evasão é mínima, informa o MEC. E a empregabilidade após o curso é de quase 100%. Com a educação profissional, o jovem deixa o ensino médio pronto para o mercado de trabalho.
Expansão histórica - Recebendo atenção prioritária do governo, a rede federal de ensino profissional vive hoje a maior expansão de sua história, desde que o presidente Nilo Peçanha criou, em 1909, as 19 escolas de Aprendizes e Artífices que mais tarde dariam origem aos primeiros centros federais de educação profissional e tecnológica, os Cefets. Nos 92 anos seguintes, até 2002, seriam construídas apenas 140 escolas técnicas em todo o País.
Para complicar a situação do ensino técnico brasileiro, em 1998 foi instituída a lei 9.649/98, barrando a criação de escolas técnicas federais. Essa situação só começou a mudar em 2005, quando o governo alterou a referida lei. A partir daí, nos últimos sete anos, o MEC entregou à população mais de 75 unidades das 214 inicialmente previstas no plano de expansão da rede federal de educação profissional. Somente em 2009 serão 100 novas escolas técnicas. Vinte já foram entregues neste ano. A expectativa do governo é de superar a meta de 354 unidades até 2010. Trata-se de uma verdadeira revolução no setor.
Do básico ao doutorado - Além disso, outras escolas foram federalizadas. Assim, a rede não está somente sendo ampliada, como também reformulada, para que as escolas atuem de forma mais abrangente. Os cursos foram estruturados de maneira a criar um itinerário formativo: o aluno agora pode entrar no curso técnico e chegar até a um doutorado, passando pela graduação.
Tudo é feito para que o jovem e o trabalhador possam continuar estudando. Com esse apoio, os brasileiros estão descobrindo as vantagens dos cursos superiores de tecnologia, a chamada graduação de curta duração, que não leva mais de dois anos e oferece grandes possibilidades profissionais. A rede, que tinha apenas 80 mil alunos em 2002, hoje tem 215 mil e chegará a 500 mil até 2010.
Com esse objetivo, desde dezembro de 2008, 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds), 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas a universidades deixaram de existir para formar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Hoje, existem 38 Institutos Federais, presentes em todos estados e oferecendo ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas, além de forte inserção na área de pesquisa e extensão, mestrado e doutorado.
Referência nacional - As escolas são referência nesta modalidade de ensino, tanto que muitos de seus alunos alcançam as primeiras colocações em avaliações nacionais, segundo do Ministério da Educação. "O Brasil parou de copiar outros países e criou sua própria proposta para o ensino profissional. Não existem institutos como esses em nenhum lugar do mundo", afirma Eliezer Pacheco. "Na França e em Portugal há institutos politécnicos, mas eles atuam apenas no ensino superior, como os antigos Cefets", acrescenta ele.
Todas as unidades em obras serão concluídas até 2010. O MEC está investindo R$ 1,1 bilhão na expansão da educação profissional. Em 2010 o número de escolas ultrapassará as 354 unidades previstas. Serão 500 mil vagas em todo o Brasil. "É o governo brasileiro reconhecendo a necessidade de investir em educação profissional, em um País que tem importância crescente no mercado mundial", lembra Eliezer Pacheco.
Links
http://portal.mec.gov.br/redefederal/
Proeja
O programa tem como princípio educativo o trabalho, a partir da formação profissional com escolarização para jovens e adultos.
Os cursos oferecidos são:
1- Educação profissional técnica de nível médio com ensino médio, destinado a quem já concluiu o ensino fundamental e ainda não possui o ensino médio e pretende adquirir o título de técnico.
2- Formação inicial e continuada com o ensino médio, destinado a quem já concluiu o ensino fundamental e ainda não possui o ensino médio e pretende adquirir uma formação profissional mais rápida.
3-Formação inicial e continuada com ensino fundamental (quinta a oitava série ou sexto a nono ano), para aqueles que já concluíram a primeira fase do ensino fundamental. Dependendo da necessidade regional de formação profissional, são, também, admitidos cursos de formação inicial e continuada com o ensino médio.
A expectativa é abrir 60 mil matrículas com um investimento de R$ 398 milhões até 2011. Em 2008, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica matriculou 9.141 alunos em cursos do Proeja, num investimento de R$ 20,9 milhões. Com a adesão dos sistemas estaduais e municipais, a meta estimada de matrículas para 2009 é de 40 mil.
Felipe De Angelis
Coordenador de Comunicação
SETEC/MEC
(61) 2104-9985, 2104-8646 e 9943-3875
Nestes locais, são abertas as portas para que jovens se capacitem ao encontrar seu primeiro emprego e adultos aperfeiçoem suas carreiras. Considerado o elo frágil da escola brasileira, o ensino médio é a etapa da educação básica em que ocorre maior evasão, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. Além disso, menos de 30% dos jovens de 18 a 24 anos chegam ao ensino superior. Sem perspectivas de ingressar em um curso superior, muitos abandonam as salas de aula. Mas, em cursos técnicos, a evasão é mínima, informa o MEC. E a empregabilidade após o curso é de quase 100%. Com a educação profissional, o jovem deixa o ensino médio pronto para o mercado de trabalho.
Expansão histórica - Recebendo atenção prioritária do governo, a rede federal de ensino profissional vive hoje a maior expansão de sua história, desde que o presidente Nilo Peçanha criou, em 1909, as 19 escolas de Aprendizes e Artífices que mais tarde dariam origem aos primeiros centros federais de educação profissional e tecnológica, os Cefets. Nos 92 anos seguintes, até 2002, seriam construídas apenas 140 escolas técnicas em todo o País.
Para complicar a situação do ensino técnico brasileiro, em 1998 foi instituída a lei 9.649/98, barrando a criação de escolas técnicas federais. Essa situação só começou a mudar em 2005, quando o governo alterou a referida lei. A partir daí, nos últimos sete anos, o MEC entregou à população mais de 75 unidades das 214 inicialmente previstas no plano de expansão da rede federal de educação profissional. Somente em 2009 serão 100 novas escolas técnicas. Vinte já foram entregues neste ano. A expectativa do governo é de superar a meta de 354 unidades até 2010. Trata-se de uma verdadeira revolução no setor.
Do básico ao doutorado - Além disso, outras escolas foram federalizadas. Assim, a rede não está somente sendo ampliada, como também reformulada, para que as escolas atuem de forma mais abrangente. Os cursos foram estruturados de maneira a criar um itinerário formativo: o aluno agora pode entrar no curso técnico e chegar até a um doutorado, passando pela graduação.
Tudo é feito para que o jovem e o trabalhador possam continuar estudando. Com esse apoio, os brasileiros estão descobrindo as vantagens dos cursos superiores de tecnologia, a chamada graduação de curta duração, que não leva mais de dois anos e oferece grandes possibilidades profissionais. A rede, que tinha apenas 80 mil alunos em 2002, hoje tem 215 mil e chegará a 500 mil até 2010.
Com esse objetivo, desde dezembro de 2008, 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds), 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas a universidades deixaram de existir para formar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Hoje, existem 38 Institutos Federais, presentes em todos estados e oferecendo ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas, além de forte inserção na área de pesquisa e extensão, mestrado e doutorado.
Referência nacional - As escolas são referência nesta modalidade de ensino, tanto que muitos de seus alunos alcançam as primeiras colocações em avaliações nacionais, segundo do Ministério da Educação. "O Brasil parou de copiar outros países e criou sua própria proposta para o ensino profissional. Não existem institutos como esses em nenhum lugar do mundo", afirma Eliezer Pacheco. "Na França e em Portugal há institutos politécnicos, mas eles atuam apenas no ensino superior, como os antigos Cefets", acrescenta ele.
Todas as unidades em obras serão concluídas até 2010. O MEC está investindo R$ 1,1 bilhão na expansão da educação profissional. Em 2010 o número de escolas ultrapassará as 354 unidades previstas. Serão 500 mil vagas em todo o Brasil. "É o governo brasileiro reconhecendo a necessidade de investir em educação profissional, em um País que tem importância crescente no mercado mundial", lembra Eliezer Pacheco.
Links
http://portal.mec.gov.br/redefederal/
Proeja
O programa tem como princípio educativo o trabalho, a partir da formação profissional com escolarização para jovens e adultos.
Os cursos oferecidos são:
1- Educação profissional técnica de nível médio com ensino médio, destinado a quem já concluiu o ensino fundamental e ainda não possui o ensino médio e pretende adquirir o título de técnico.
2- Formação inicial e continuada com o ensino médio, destinado a quem já concluiu o ensino fundamental e ainda não possui o ensino médio e pretende adquirir uma formação profissional mais rápida.
3-Formação inicial e continuada com ensino fundamental (quinta a oitava série ou sexto a nono ano), para aqueles que já concluíram a primeira fase do ensino fundamental. Dependendo da necessidade regional de formação profissional, são, também, admitidos cursos de formação inicial e continuada com o ensino médio.
A expectativa é abrir 60 mil matrículas com um investimento de R$ 398 milhões até 2011. Em 2008, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica matriculou 9.141 alunos em cursos do Proeja, num investimento de R$ 20,9 milhões. Com a adesão dos sistemas estaduais e municipais, a meta estimada de matrículas para 2009 é de 40 mil.
Felipe De Angelis
Coordenador de Comunicação
SETEC/MEC
(61) 2104-9985, 2104-8646 e 9943-3875
Projeto para prevenção da violência contra jovens negros é lançado em Porto Alegre
O Projeto Farol Oportunidade em Ação lançado nesta sexta-feira (14 de agosto/2009), em Porto Alegre - RS, em solenidade que contou com a presença de Edson Santos, Ministro da Igualdade Racial, e de Tarso Genro, Ministro da Justiça. Ambos os ministérios são parceiros no projeto, a ser implantado em 11 regiões metropolitanas com altos índices de criminalidade.
Utilizando recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Pronasci, desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o objetivo é ampliar e dar apoio às práticas sociais que desenvolvam atividades voltadas aos adolescentes e jovens negros em situação de vulnerabilidade e segregação familiar.
Serão contempladas iniciativas para estímulo de trabalhos comunitários, articulados com ações do poder público que favoreçam a redução de homicídios, o uso e tráfico de drogas, a gravidez precoce e a prostituição infanto-juvenil. Para esclarecer eventuais dúvidas sobre o Projeto Farol, das 9h às 12h haverá encontro com os gestores estaduais, municipais e do Fórum Intergovernamental de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Rio Grande do Sul.
A solenidade de lançamento, contou com a presença dos ministros da Justiça e da Igualdade Racial, e como convidados a governadora Yeda Crusius e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.
O edital de chamada pública 001/2009 para que estados e prefeituras inscrevam seus projetos no Projeto Farol está disponível no site www.presidencia.gov.br/seppir.
O prazo para inscrições foi prorrogado e termina no dia 30 de agosto. Serão prioritariamente atendidas as localidades incluídas no "Diagnóstico da incidência de homicídios nas regiões metropolitanas", produzido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília - DF Telefone: (61) 3411-3659
Utilizando recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Pronasci, desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o objetivo é ampliar e dar apoio às práticas sociais que desenvolvam atividades voltadas aos adolescentes e jovens negros em situação de vulnerabilidade e segregação familiar.
Serão contempladas iniciativas para estímulo de trabalhos comunitários, articulados com ações do poder público que favoreçam a redução de homicídios, o uso e tráfico de drogas, a gravidez precoce e a prostituição infanto-juvenil. Para esclarecer eventuais dúvidas sobre o Projeto Farol, das 9h às 12h haverá encontro com os gestores estaduais, municipais e do Fórum Intergovernamental de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Rio Grande do Sul.
A solenidade de lançamento, contou com a presença dos ministros da Justiça e da Igualdade Racial, e como convidados a governadora Yeda Crusius e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.
O edital de chamada pública 001/2009 para que estados e prefeituras inscrevam seus projetos no Projeto Farol está disponível no site www.presidencia.gov.br/seppir.
O prazo para inscrições foi prorrogado e termina no dia 30 de agosto. Serão prioritariamente atendidas as localidades incluídas no "Diagnóstico da incidência de homicídios nas regiões metropolitanas", produzido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília - DF Telefone: (61) 3411-3659
Jovens paraenses participam de oficinas de protagonismo juvenil do Programa Pair-Guarani
A etapa das oficinas de protagonismo juvenil do Programa Pair-Guarani de ações integradas e referenciais de enfrentamento a violência e exploração sexuais praticadas contra crianças e adolescentes no Pará iniciou no mês de outubro de 2009. O Programa será implementado em 16 municípios: Marituba, Marabá, Altamira, Ananindeua, Santarém, Alenquer, Belterra, Trairão, Rurópolis, Novo Progresso, Itaituba, Soure, Breves, Salvaterra e Portel, além da capital Belém.
A iniciativa é parceria entre a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República – SEDH/PR, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos - SEJUDH e a Universidade Federal do Pará. De acordo com a assessora da Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos da SEJUDH Janaína Pinheiro, o objetivo do programa é fortalecer a integração e a articulação das redes de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. E, ainda, garantir a participação de órgãos governamentais e da sociedade civil organizada.
Janaína acrescenta que é necessário estimular o protagonismo juvenil já que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos. Entre as ações previstas pelo Programa Pair-Guarani, está também a capacitação de 150 jovens. .“Realizamos ações conjuntas e a sensibilização dos diversos segmentos sociais, entre esses os adolescentes, para formar atores do Sistema de Garantia de Direitos e, assim, realizar o enfrentamento deste tipo de violência”, diz a assessora. “Os jovens são multiplicadores fundamentais na luta em defesa dos seus direitos e contra o abuso e a exploração sexual da população infantojuvenil”, finaliza Janaína.
Belém
A primeira oficina de protagonismo juvenil do programa foi realizada na capital paraense e ministrada pela educadora do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Criança e Adolescentes Eva Costa. Os jovens e os representantes de órgãos governamentais e da sociedade civil organizada debateram sobre assuntos como os direitos, a violência e a exploração sexual praticadas contra a população infantojuvenil. “Acredito que os jovens devam conhecer melhor seus direitos e serem um dos atores principais da sociedade em que vive. Para isso, é fundamental colocar o potencial que há dentro deles para fora, já que são o presente do país e precisam ter seus espaços garantidos de fato”, afirma Eva Costa.
A educadora argumenta a necessidade das pessoas parerem de ver o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA como apenas um instrumento de proteção para a população infantojuvenil brasileira. “Nele há direitos e deveres, dos quais os jovens devem ter conhecimento, até mesmo para poderem atuar como mobilizadores da luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”, declara Eva.
Nataliene Tavares tem 17 anos e é estudante de Belém. A adolescente participou da oficina e gostou tanto da atividade, que pretende dividir a experiência com os outros alunos da escola pública onde estuda. “Sou tímida, mas na oficina tive a oportunidade de me expressar e dizer o que os jovens pensam e querem para as suas vidas”, diz a adolescente.
As próximas oficinas de protagonismo juvenil do Programa PAIR-Guarani acontecem em Belterra, Breves, Itaituba e Marabá. Nos demais municípios onde o programa tem atuação as oficinas serão realizadas até o final de novembro de 2009.
Por Valena Oliveira
Foto: Valena Oliveira
Legenda: Oficina de protagonismo juvenil realizada em Belém pelo Programa Pair-Guarani.
A iniciativa é parceria entre a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República – SEDH/PR, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos - SEJUDH e a Universidade Federal do Pará. De acordo com a assessora da Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos da SEJUDH Janaína Pinheiro, o objetivo do programa é fortalecer a integração e a articulação das redes de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. E, ainda, garantir a participação de órgãos governamentais e da sociedade civil organizada.
Janaína acrescenta que é necessário estimular o protagonismo juvenil já que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos. Entre as ações previstas pelo Programa Pair-Guarani, está também a capacitação de 150 jovens. .“Realizamos ações conjuntas e a sensibilização dos diversos segmentos sociais, entre esses os adolescentes, para formar atores do Sistema de Garantia de Direitos e, assim, realizar o enfrentamento deste tipo de violência”, diz a assessora. “Os jovens são multiplicadores fundamentais na luta em defesa dos seus direitos e contra o abuso e a exploração sexual da população infantojuvenil”, finaliza Janaína.
Belém
A primeira oficina de protagonismo juvenil do programa foi realizada na capital paraense e ministrada pela educadora do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Criança e Adolescentes Eva Costa. Os jovens e os representantes de órgãos governamentais e da sociedade civil organizada debateram sobre assuntos como os direitos, a violência e a exploração sexual praticadas contra a população infantojuvenil. “Acredito que os jovens devam conhecer melhor seus direitos e serem um dos atores principais da sociedade em que vive. Para isso, é fundamental colocar o potencial que há dentro deles para fora, já que são o presente do país e precisam ter seus espaços garantidos de fato”, afirma Eva Costa.
A educadora argumenta a necessidade das pessoas parerem de ver o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA como apenas um instrumento de proteção para a população infantojuvenil brasileira. “Nele há direitos e deveres, dos quais os jovens devem ter conhecimento, até mesmo para poderem atuar como mobilizadores da luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”, declara Eva.
Nataliene Tavares tem 17 anos e é estudante de Belém. A adolescente participou da oficina e gostou tanto da atividade, que pretende dividir a experiência com os outros alunos da escola pública onde estuda. “Sou tímida, mas na oficina tive a oportunidade de me expressar e dizer o que os jovens pensam e querem para as suas vidas”, diz a adolescente.
As próximas oficinas de protagonismo juvenil do Programa PAIR-Guarani acontecem em Belterra, Breves, Itaituba e Marabá. Nos demais municípios onde o programa tem atuação as oficinas serão realizadas até o final de novembro de 2009.
Por Valena Oliveira
Foto: Valena Oliveira
Legenda: Oficina de protagonismo juvenil realizada em Belém pelo Programa Pair-Guarani.
Adolescentes atendidos pela Funcap recebem bolsa de estudos para cursos profissionalizantes
O governo do estado do Pará, por meio da Fundação da Criança e do Adolescente do Pará – Funcap, passou a oferecer bolsas para cursos profissionalizantes aos adolescentes que estão em final de cumprimento de medidas socioeducativas, a partir de outubro de 2009. Para ganhar a bolsa eles tiveram que obedecer alguns pré-requisitos como estar estudando e manter bom relacionamento com os outros adolescentes acolhidos nas unidades da fundação.
Os adolescentes participam de cursos do projeto “De olho no futuro” do Instituto Federal de Tecnologia do Pará - IFPA, por um período de seis meses e deverão concluí-los em processo de liberdade assistida. “Eles estão tendo a oportunidade de aprender a profissão de secretariado, informática, além da manutenção e montagem de computadores e celulares. O objetivo é qualificá-los para que possam exercer suas atividades no mercado de trabalho e participar da vida social com mais efetividade”, afirma o coordenador pedagógico da Funcap, Geraldo Barros.
Geraldo explica ainda que essa ação busca efetivar o que é determinado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. “É dever do Estado garantir atividades profissionalizantes para que esses adolescentes busquem um novo projeto de vida”, ressalta o coordenador. Barros acrescenta que o governo do estado não tem a finalidade de criar novas unidades para internação, e sim de fortalecer as políticas públicas de educação e lazer voltadas para a população infantojuvenil. “Se tiverem acesso a escolas e programas sociais de prevenção, os adolescentes não chegarão até aqui e a chance de se envolver em atos infracionais será bem menor”, garante ele.
Atualmente, a Funcap atende 385 adolescentes em 15 unidades distribuídas pela capital Belém e os municípios Marabá e Santarém. O coordenador pedagógico esclarece que existe um plano em execução para melhorias dos espaços conforme as orientações do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – Sinase.
Recomeço
Paulo Santos (nome fictício) é um dos adolescentes que cumpre medida socioeducativa e foi selecionado para realizar o curso de informática no IFPA. Vindo do município de Moju, onde residia com os pais e um irmão, estava estudando, quando foi para internação em unidade da Funcap. Ele conta que cometeu um ato grave influenciado por amigos e hoje esta bastante arrependido. “Um rapaz me agrediu e revidei com um revólver que uns conhecidos me deram para guardar. Atirei no chão para espantar o homem, mas a bala acabou atingindo uma outra pessoa próxima, que faleceu”, relata Paulo.
Hoje, Paulo pretende aproveitar ao máximo a oportunidade que está tendo para aprender informática. “Espero ao final do curso poder dar continuidade aos meus estudos e conseguir um bom emprego. Desejo ser técnico em agronomia e retomar a minha vida como era antes”, declara. Paulo assegura ainda que pretende esclarecer os outros jovens sobre o estrago que uma arma pode fazer nas mãos de quem não está preparado para manuseá-la.
Outro adolescente que também está fazendo curso é Júlio Silva (nome fictício). Na quarta internação em unidade da Funcap, o jovem de Belém assegura que a má fase já passou e tem agora a esperança de uma vida nova. “Cumpro medida socioeducativa por atos infracionais como homicídio, assalto, furto e porte ilegal de arma. Já fugi daqui várias vezes, só que hoje estou buscando superar esse passado que me traz recordações ruins”, diz Júlio.
Júlio participou de várias oficinas da Funcap, entre elas, capoeira, teatro, manutenção de celular e hip hop e, ainda, é compositor de rap com 18 músicas escritas e sete gravadas em CD. “Uma das minhas composições foi selecionada para concorrer à premiação da I Conferência Nacional de Segurança Pública, realizada em Brasília no mês de agosto deste ano. Não ganhei, mas valeu muito a participação”, diz Júlio Silva. A música que concorreu à premiação fala sobre a segurança com cidadania e a construção de uma cultura de paz. Segundo Júlio, ela retrata bem o que a sociedade e os jovens precisam. “Queremos oportunidades para alcançarmos um futuro melhor”, finaliza.
Por Valena Oliveira
Foto: Ascom/ Funcap
Legenda: Adolescentes atendidos pela Funcap aprendendo informática.
© Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
Os adolescentes participam de cursos do projeto “De olho no futuro” do Instituto Federal de Tecnologia do Pará - IFPA, por um período de seis meses e deverão concluí-los em processo de liberdade assistida. “Eles estão tendo a oportunidade de aprender a profissão de secretariado, informática, além da manutenção e montagem de computadores e celulares. O objetivo é qualificá-los para que possam exercer suas atividades no mercado de trabalho e participar da vida social com mais efetividade”, afirma o coordenador pedagógico da Funcap, Geraldo Barros.
Geraldo explica ainda que essa ação busca efetivar o que é determinado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. “É dever do Estado garantir atividades profissionalizantes para que esses adolescentes busquem um novo projeto de vida”, ressalta o coordenador. Barros acrescenta que o governo do estado não tem a finalidade de criar novas unidades para internação, e sim de fortalecer as políticas públicas de educação e lazer voltadas para a população infantojuvenil. “Se tiverem acesso a escolas e programas sociais de prevenção, os adolescentes não chegarão até aqui e a chance de se envolver em atos infracionais será bem menor”, garante ele.
Atualmente, a Funcap atende 385 adolescentes em 15 unidades distribuídas pela capital Belém e os municípios Marabá e Santarém. O coordenador pedagógico esclarece que existe um plano em execução para melhorias dos espaços conforme as orientações do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – Sinase.
Recomeço
Paulo Santos (nome fictício) é um dos adolescentes que cumpre medida socioeducativa e foi selecionado para realizar o curso de informática no IFPA. Vindo do município de Moju, onde residia com os pais e um irmão, estava estudando, quando foi para internação em unidade da Funcap. Ele conta que cometeu um ato grave influenciado por amigos e hoje esta bastante arrependido. “Um rapaz me agrediu e revidei com um revólver que uns conhecidos me deram para guardar. Atirei no chão para espantar o homem, mas a bala acabou atingindo uma outra pessoa próxima, que faleceu”, relata Paulo.
Hoje, Paulo pretende aproveitar ao máximo a oportunidade que está tendo para aprender informática. “Espero ao final do curso poder dar continuidade aos meus estudos e conseguir um bom emprego. Desejo ser técnico em agronomia e retomar a minha vida como era antes”, declara. Paulo assegura ainda que pretende esclarecer os outros jovens sobre o estrago que uma arma pode fazer nas mãos de quem não está preparado para manuseá-la.
Outro adolescente que também está fazendo curso é Júlio Silva (nome fictício). Na quarta internação em unidade da Funcap, o jovem de Belém assegura que a má fase já passou e tem agora a esperança de uma vida nova. “Cumpro medida socioeducativa por atos infracionais como homicídio, assalto, furto e porte ilegal de arma. Já fugi daqui várias vezes, só que hoje estou buscando superar esse passado que me traz recordações ruins”, diz Júlio.
Júlio participou de várias oficinas da Funcap, entre elas, capoeira, teatro, manutenção de celular e hip hop e, ainda, é compositor de rap com 18 músicas escritas e sete gravadas em CD. “Uma das minhas composições foi selecionada para concorrer à premiação da I Conferência Nacional de Segurança Pública, realizada em Brasília no mês de agosto deste ano. Não ganhei, mas valeu muito a participação”, diz Júlio Silva. A música que concorreu à premiação fala sobre a segurança com cidadania e a construção de uma cultura de paz. Segundo Júlio, ela retrata bem o que a sociedade e os jovens precisam. “Queremos oportunidades para alcançarmos um futuro melhor”, finaliza.
Por Valena Oliveira
Foto: Ascom/ Funcap
Legenda: Adolescentes atendidos pela Funcap aprendendo informática.
© Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
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