sábado, 24 de maio de 2008

E os olhos continuam fechados enbora a realidade Seja outra.

Abaixo, dois artigos sobre os dados divulgados ontem pelo IPEA


21/5/2008

Juventude sem trabalho


Do total de pessoas desocupadas do país, 46,6% têm entre 15 e 24 anos, revela o estudo [WINDOWS-1252?]“Juventude e Políticas Sociais no [WINDOWS-1252?]Brasil”, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão subordinado ao ministro do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger. A proporção de jovens entre os desempregados é a mais alta entre os dez países analisados na pesquisa, que inclui nações em estágios de desenvolvimento econômico semelhantes ao do Brasil, como Argentina (39,6%) e México (40,4%). A reportagem é de Mariana Schreiber e publicada pelo jornal O Globo, 21-05-2008.
Desde 1985, a taxa de desemprego juvenil nacional não parou de crescer, passando de 6% para 19% em 2005 [WINDOWS-1252?]— quase o triplo do nível de desocupação dos jovens mexicanos (7%).
Atualmente, no Brasil, o desemprego entre aqueles que estão iniciando sua vida profissional é 3,5 vezes maior que entre os adultos com mais de 25 anos. O índice vem aumentando desde 1990, quando era de 2,8.
Segundo o Ipea, um dos fatores que explicam o desemprego alto entre os jovens é o custo menor de demissão desse segmento. Além disso, eles são considerados menos essenciais pela falta de experiência profissional. O estudo destaca que os jovens que enfrentam mais dificuldade para arranjar trabalho são os de baixa escolaridade, as jovens mulheres (especialmente com filhos) e os moradores de periferia. O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Roberto Gonzalez diz que muitos jovens precisam abandonar os estudos para buscar emprego devido à pobreza familiar, sendo levados a atividades precárias.
[WINDOWS-1252?]
— Quem está completando o ensino médio nem deveria estar buscando emprego, mas o faz por questão de sobrevivência. O jovem de baixa renda acaba circulando de um emprego informal para outro e nunca consegue abandonar esse ciclo por causa da falta de estudo [WINDOWS-1252?]— afirma.
[WINDOWS-1252?]
‘Mais velhos estão sendo [WINDOWS-1252?]contratados’
Em 1985, os jovens representavam quase 60% dos desempregados brasileiros.
A proporção veio caindo ao longo dos anos 90, até chegar a 43,8% em 2000, e voltou a subir para 46,6% em 2005. De acordo com Gonzalez, a queda do número de jovens desocupados na década passada não significou uma melhora da sua inserção no mercado de trabalho:
[WINDOWS-1252?]
— O que aconteceu foi o aumento do desemprego entre adultos, e não a diminuição do desemprego entre jovens. A situação ruim da economia na década de 90 levou à demissão dos adultos. Agora a economia está crescendo e gerando postos de trabalho, mas são os mais velhos que estão sendo contratados O desemprego está diminuindo, mas menos entre jovens.
Gonzalez afirma que, para reduzir a desocupação juvenil, é preciso promover simultaneamente a escolarização, a profissionalização e a ampliação do acesso ao mercado de trabalho, com incentivos à contratação de jovens.
No estudo, os especialistas do Ipea dizem ainda que é [WINDOWS-1252?]“importante não restringir a atenção (das políticas públicas) apenas ao momento de entrada, e pensar em oportunidades de educação e requalificação [WINDOWS-1252?]continuada”.
A pesquisa chama a atenção para a necessidade de se criar incentivo financeiro [WINDOWS-1252?]— via bolsas [WINDOWS-1252?]— evitando que os jovens abandonem cedo a escola e cursos profissionalizantes para empregos de curta duração.
[WINDOWS-1252?]
— Cursos que desenvolvem habilidades específicas não solucionam o problema. A escolarização é muito importante. A maioria dos jovens brasileiros não concluiu o ensino médio [WINDOWS-1252?]— frisa Gonzalez.
Ainda estudando, Camila Cristina de Oliveira, de 19 anos, está à procura de emprego há dois meses.
Mesmo tendo feito um curso de camareira para trabalhar em hotéis, as oportunidades não surgem:
[WINDOWS-1252?]
— Como não se tem experiência, não tem oportunidade. Querem mais de um ano na carteira para comprovar experiência [WINDOWS-1252?]— lamenta.
21/5/2008

Juventude e políticas sociais. Artigo de Márcio Pochmann


"O desemprego é um problema cada vez mais grave para os jovens entre 15 anos e 29 anos, que já respondem por 46% do total de indivíduos nesta situação no país - a propósito, a razão desemprego juvenil/adulto aumentou para 3,5 nos últimos anos", constata Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor licenciado do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas em artigo, escrito conjuntamente com Jorge Abrahão de Castro, diretor da Diretoria de Estudos Sociais do IPEA, publicado no jornal Valor, 15-05-2008.
Eis o artigo.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou recentemente um texto para discussão intitulado "Juventude e Políticas Sociais no Brasil", em que desvenda uma série de aspectos do relacionamento entre a população juvenil e o conjunto da sociedade brasileira.
Há atualmente 51 milhões de jovens, com idade entre 15 anos e 29 anos, que enfrentam múltiplos riscos e problemas em seu cotidiano. Há uma elevada incidência de mortes por homicídios e acidentes de trânsito. Os homicídios correspondem a 38% das mortes juvenis, ao passo que 27% das vítimas fatais de acidentes são jovens.
Apenas 48% das pessoas entre 15 anos e 17 anos cursam o ensino médio e somente 13% daquelas entre 18 anos e 24 anos estão no ensino superior - revelando o significativo descompasso existente entre a idade e a escolarização dos jovens.
Ademais, chega a 18% a porcentagem de indivíduos entre 15 anos e 17 anos que estão fora da escola, percentual que atinge 66% entre aqueles que tem de 18 anos a 24 anos - acrescente-se que a principal causa de abandono da escola entre os homens é o trabalho e, entre as mulheres, a gravidez.
O desemprego é um problema cada vez mais grave para os jovens entre 15 anos e 29 anos, que já respondem por 46% do total de indivíduos nesta situação no país - a propósito, a razão desemprego juvenil/adulto aumentou para 3,5 nos últimos anos. A qualidade da ocupação é outro problema sério - 50% dos ocupados entre 18 anos e 24 anos são assalariados sem carteira, porcentagem que se mantém em 30% entre os que têm de 25 anos a 29 anos de idade.
Por fim, a insuficiência de rendimentos é um risco para boa parcela da juventude - 31% dos indivíduos entre 15 anos e 29 anos podem ser considerados pobres, pois têm renda domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo. O risco da pobreza é mais agudo para as mulheres e, também, para os negros - nada menos que 70% dos jovens pobres são negros.
Esse cenário enfrentado pela juventude desperta preocupações na sociedade civil e também no Estado brasileiro. Desde - pelo menos - o final dos anos 1990, há uma extensa rede de organizações da sociedade civil que têm, entre seus focos de atuação, a temática juvenil.
A mobilização social e política alavancada por esses organismos tem favorecido uma mudança de registro na discussão da condição juvenil.
Mais do que uma etapa crítica na trajetória de vida dos indivíduos e, paralelamente, mais do que uma fase preparatória para a vida adulta, a condição juvenil possui "valor" por si mesma. Ademais, exige uma série de políticas públicas gerais, e também específicas, que se mostrem aptas a minimizar os riscos e os problemas já citados, bem como maximizar as oportunidades de inserção econômica, social, política e cultural dos jovens.
Nos anos recentes, essas políticas ganharam importância destacada no corpo estatal, até porque os compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional o exigiam - compromissos assumidos, por exemplo, por ocasião da discussão do Programa Mundial de Ação para a Juventude (1995) e do Plano de Ação de Braga (1998), sob coordenação da ONU.
No sentido de possibilitar a estruturação de uma Política Nacional de Juventude no país, o governo federal criou em 2005 a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), que atuaria com o apoio do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) na implementação do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem).
Este programa, originalmente direcionado para a população juvenil entre 18 anos e 24 anos que estava fora da escola e do mercado de trabalho, passou recentemente por um processo de ampliação, alcançando, então, outros grupos juvenis - como aquele constituído por pessoas entre 18 anos e 29 anos, que não concluíram o ensino fundamental, não estão no mercado laboral e estão em domicílios considerados pobres. O Projovem passou também por um processo de integração com programas coordenados por outras instituições, com o intuito de oferecer uma maior proteção contra os riscos, bem como um maior leque de oportunidades de desenvolvimento para os jovens.
Acerca disso, há relativo consenso entre os participantes do debate de que a condição juvenil demanda a articulação de políticas gerais com políticas específicas, além da integração de políticas coordenadas por diversas instituições, de distintos setores do Estado brasileiro. Aliás, um indicador da importância de se promover a articulação de políticas para a juventude pode ser medida pela atual multiplicidade de conceitos de "juventude" entre os programas estatais. A operacionalização de cada um desses programas conta com diferentes faixas etárias, cada qual focando em uma parcela da população juvenil.
Além disso, há diferentes noções informando os conceitos de "juventude" - alguns programas partem de noções mais atuais e emancipadoras, que identificam e tratam os jovens como sujeitos de direitos; já outros programas partem de noções mais tradicionais, em que predominam perspectivas tutoriais e subordinadoras de tratamento. Em seu relacionamento cotidiano com o Estado, os jovens defrontam-se com essa multiplicidade de conceitos de "juventude", o que não é saudável e só reforça a necessidade de maior integração das políticas.
Enfim, os milhões de jovens enfrentam riscos e problemas que só serão superados com a mobilização social e política das organizações da sociedade civil, bem como com a estruturação de políticas públicas gerais e específicas, de diversas origens e naturezas, que devem se articular e integrar para a abertura de oportunidades de inserção dos jovens na sociedade brasileira.

QUESTIONO, Seminario na academia Brasileira de letras

questiono o Seminario que tem sempre como tema as mazelas que os pobres causam, não se coloca que a mobilidade social, a inclusão real de alguma forma pode ser um entrave, não interessa amuitos por questão de discliminação social ou de raça,ou, mesmo na questão economica e controle social, visão esta que está longe de uma sociedade eletista na questão do que é real, sendo que nós pobres aprendemos com eles, -o que você tem a oferecer, será o que você o que vai ouvir. infeilmente querem achar que isso (Brasil) é como primeiro mundo ou parecido, 2º grau para vendedor de loja pagando salario minimo, o que inviabiliza a permanencia do empregado e impede o acesso ao desempregado.

Seminario na academia Brasileira de letras, fui achei interessante???

Megalópoles" marca discussão urbanística e social na ABL
A história mostra que as "cidades grandes" sempre seduziram pelas ofertas de oportunidades e melhores condições de vida. Em busca desse lugar, muita gente mudou do campo para para as áreas urbanas e fez com que as cidades inchassem sem parar. O resultado dessa migração leva o Seminário Brasil, brasis a perguntar: "E quando a cidade grande fica grande demais?"

No dia 29/5, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., a Academia Brasileira de Letras reúne acadêmicos e especialistas no estudo de cidades para debater "Megalópoles do terceiro milênio". Sob a coordenação do poeta Carlos Nejar, Alfredo Britto, Bárbara Freitag e Jaime Lerner farão uma análise dessas regiões que preocupam os cientistas.

O "Brasil, brasis" terá entrada franca e transmissão ao vivo pelo portal da ABL.

De megalópole a necrópole

Uma megalópole é definida como uma extensa região urbanizada formada por metrópoles conturbadas. O que parecia ficção científica, foi comprovado no mundo real pelo escocês Patrick Geddes (1854–1932), criador do termo e pai do planejamento urbanístico.

Os estudos de Geddes afirmam que as megalópoles são a vertente "apocalíptica e degenerativa" do desenvolvimento. Segundo o filósofo, grandes cidades e demais evoluções urbanas estariam fadadas à destruição por não serem sustentáveis e pela capacidade destrutiva do planeta.



Saiba mais:

Alfredo Britto

2008 / 2001: Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio ;

2005 / 1973: Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ ;

2008 / 1996: Membro titular do Conselho Estadual de Tombamento,

1989 / 1982: Mmembro titular do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro;

2008 / 1968: Fundador e diretor-geral do GAP / Grupo de Arquitetura e Planejamento onde tem sido autor de centenas de projetos de arquitetura e urbanismo, dentre os quais, destacam-se:

2007 / 2002: Projeto para o Centro de Referência da Música Carioca;

2004 / 2003: Projeto para a Casa de Cultura de Nova Iguaçu, premiado pelo IAB-RJ;

2002 / 1987: Projeto completo de restauração do conjunto tombado da antiga Casa da Moeda com 11.300 m² de área construída situado na Praça da República, Rio de Janeiro, para instalação do Arquivo Nacional, Prêmio IAB.RJ em 2002;

1995/1994 Rio Cidade Laranjeiras (2° trecho construído em 2000);

1997/1994 Plano Diretor para o Conjunto Turístico do Pão de Açúcar, (não implantado);

1991: Projeto de restauração da Fazenda Monte Cristo, Sul, em Paraíba do Sul, RJ
Prêmio IAB / Instituto dos Arquitetos do Brasil / RJ;

1990: Restauração da estátua do Cristo Redentor.

- Dez de seus trabalhos foram contemplados com diferentes premiações.

- Autor de diversos livros, artigos e ensaios sobre arquitetura e urbanismo.

Bárbara Freitag

Nascida em 1941, na Alemanha, viveu sua infância e juventude no Brasil. Estudou sociologia, psicologia e filosofia nas universidades de Frankfurt/M. e Berlim. Doutorou-se na Universidade Técnica de Berlim e fez sua livre-docência na Universidade Livre de Berlim. Lecionou nessas e em outras universidades européias.

No Brasil trabalhou na UnB de Brasília (1972-2003) como professora titular, recebendo, em 2006, o título de “Professora Emérita”. Também foi professora visitante da USP, UNESP, UFPR, UFBA, entre outras.

Na UNESCO ocupa a cátedra intitulada “Cidade e Meio Ambiente”. Barbara Freitag tem inúmeras publicações na Alemanha, França e no Brasil, destacando-se seus estudos no campo da política educacional brasileira (Escola, Estado e Sociedade; Sociedade e Consciência; Diário de uma Alfabetizadora); no campo da teoria sociológica (Teoria Crítica: ontem e hoje; Itinerários de Antígona; Dialogando com Jürgen Habermas); no campo da sociologia urbana (Cidade e Literatura, A Cidade dos Homens, Itinerâncias urbanas e Teorias da Cidade, em co-edição com a FBN). De 2000 a 2007 coordena um projeto de pesquisa integrada (financiado pelo CNPq) que estuda a transferência das capitais brasileiras (Pesquisa em fase de conclusão).

Jaime Lerner

Nascido em Curitiba, em 17 de dezembro de 1937, é arquiteto e planejador urbano, formado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná em 1960 e em Arquitetura e Urbanismo pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná em 1964.

Responsável pela criação e estruturação do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) em 1965, participou do desenvolvimento do Plano Diretor de Curitiba que resultou no processo de transformação física, econômica e cultural da cidade.

Nos períodos em que não ocupou cargos públicos, Jaime Lerner exerceu intensa atividade em arquitetura e urbanismo.

Na década de 60 obteve, em equipe, dois importantes prêmios em concursos de arquitetura: 1º lugar no Concurso Nacional para o Edifício-Sede da Polícia Federal, em Brasília – 1968, e 2º lugar no Concurso Internacional “Eurokursaal”, em San Sebastian, Espanha – 1966. Fez parte da equipe de jovem arquitetos que representou o Brasil na Bienal de Paris em 1969. Recebeu, em 1989, a “Silver Medal” no “International City Design Competition”, promovido pela City of Miwaukee, Wisconsin, EUA.

Obteve, ainda, vários prêmios dos Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, seções nacional e estadual, por projetos e obras em arquitetura e urbanismo.

Na área do ensino, é professor de Planejamento Urbano e Regional no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná e foi professor convidado da Universidade de Berkeley, California, EUA.

Em planejamento urbano, desenvolveu planos e programas em várias cidades brasileiras, entre elas: Recife, Salvador, Uberlândia, Piracicaba, Taubaté, Cabo Frio, Goiânia, Guarujá, Campo Grande, Aracaju, João Pessoa, Natal, Dourados Cascavel, Londrina, Niterói e São Paulo.

No Rio de Janeiro, coordenou o projeto “Rio Ano 2000”, que estabeleceu diretrizes em transporte de massa, em estruturação metropolitana e em revitalização de áreas centrais.

Colaborou em programas de urbanismo e transporte urbano em Caracas (Venezuela), San Juan (Porto Rico), Shangai (China), Havana (Cuba), e é consultor das Nações Unidas para assuntos urbanos.

É um dos fundadores do Instituto Jaime Lerner, que objetiva ser um centro difusor de estratégias de gestão de cidades.

16/5/2008
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Questiono.
A fala da Sra Bárbara Freitag
percebi que tinha nela pouco conhecimento de comunidade(favela) e mais revolta, deve ser porque como pesquisadora não tenha conhecimento nem afinidade do que aconteça dentro na questão de ser pessoas com pensamento e concepção de vida que pode ser bonita, como amizade e respeito as diferença, aos demais vi um pouco de querer acontecer mais um pouco fora da realidade e padrões da população que eles mesmo colocam como excluidas.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O que fazer???

Gostaria de saber na pratica como atender a um perfil, adolescente oriundo de escola publica que passa por greves e falta de professores, com dislexia, disturbio bipolar, deficiente fisico ou mental, sem recursos que melhores sua condições com cursos e excluido do contrato por conta da baixa escolaridade, tendo que se sujeitar a trabalho nas ruas e comunidade, que tem nas ongs de proteção um certo receito por conta de não ser infrator mais está dependente de recursos que ficando aliada a elas fechará portas atuais.

falta de profissional ?????

Gazeta Mercantil, 19/5/2008
FALTAM PROFISSIONAIS DE SAÚDE E SEGURANÇA

Salários de técnicos, engenheiros e médicos do trabalho estão inflacionados no País

Marcelo Monteiro

A expansão da atividade econômica no País está gerando novas oportunidades para executivos de vários setores. Em algumas áreas, como a de saúde e segurança, o crescimento é tão expressivo que já é possível se perceber a falta de profissionais especializados. "É um mercado que está bastante aquecido, tanto na saúde ocupacional quanto em segurança ocupacional", afirma Newton Dias Lara , diretor técnico da Bioqualynet, empresa especializada do setor.

As principais demandas são para técnicos de segurança (com segundo grau e curso profissionalizante), engenheiros do trabalho e médicos de segurança (ambos pós-graduados em Engenharia de Segurança). "Nós, que atuamos como prestadores de serviços e precisamos de profissionais para atuar nestas áreas, estamos com dificuldades", diz Lara, que também é diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (Abresst).

A explicação para o "boom" do setor é simples: conforme determina a Portaria 3.214 (NR-4) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as empresas de todos os setores devem contar com estruturas de saúde e segurança ocupacional proporcionais ao número total de funcionários (ver quadros). Uma indústria metalúrgica que emprega de 3.501 a 5 mil funcionários, por exemplo, precisa ter 10 técnicos de segurança do trabalho, três engenheiros de segurança, um auxiliar de enfermagem, um enfermeiro e três médicos do trabalho.

Conforme Lara, a escassez de especialistas para dar suporte à expansão da economia nacional já resultou na inflação dos salários de médicos do trabalho nos últimos meses. "O salário-base para 20 horas semanais pulou de um patamar de R$ 1,8 mil no Rio de Janeiro para R$ 2.500 a R$ 3.500." Na capital paulista, segundo ele, a situação é ainda mais crítica. "Em São Paulo, começamos a falar em salários de R$ 3.500, com muita dificuldade, podendo chegar a R$ 5 mil (para 20 horas semanais), conforme a experiência. No caso de um médico sênior, para 20 horas, o salário pode chegar a R$ 8 mil."

Na opinião do executivo, a falta de profissionais de saúde e segurança ocupacional pode se agravar ainda mais, caso o Plano de Aceleração do Crescimento alcance as metas projetadas para os próximos anos. "Se o PAC surtir os efeitos desejados, vamos ter uma dificuldade muito grande", projeta Lara.

O engenheiro de segurança e presidente da APS Associados, Alberto Pereira, diz que, a exemplo dos ganhos dos médicos do trabalho, os salários dos engenheiros de segurança também estão inflacionados. "Na prática, eles ganham hoje de R$ 8 mil a R$ 16 mil."

Pereira acredita que a falta de profissionais possa comprometer a qualidade e a segurança das obras que estão em andamento em todo o Brasil. Conforme as exigências da NR-4, algumas obras atuais requerem a contratação de mais de 200 técnicos de segurança cada uma.

Em 2007, conforme estimativa da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, atuavam no Brasil cerca de 250 mil técnicos de segurança - 50 mil em São Paulo e entre 18 e 20 mil no Rio de Janeiro. O número, diz Pereira, estaria bastante defasado em relação às atuais necessidades do mercado corporativo nacional. "O risco de um apagão de talentos no setor de segurança do trabalho é iminente", adverte.

Qualidade questionada
Mais do que conseguir gente suficiente para a operação, o setor também está preocupado com a qualidade dos profissionais contratados, especialmente na área de segurança ocupacional. O presidente da APS Associados acredita que o advento deste novo filão de mercado está fazendo com que muitas pessoas sem experiência e com baixo nível de capacitação assumam responsabilidades maiores do que o recomendado.

Segundo Pereira, o salário atrativo para um técnico de segurança - o piso deverá ultrapassar R$ 2 mil em breve - deu origem a cursos de formação de baixo nível, com corpo docente pequeno (às vezes apenas um professor) ou pouco qualificados. "Hoje, qualquer um se matricula em uma escola, onde às vezes há só um profissional, e sai no dia seguinte ganhando R$ 2 mil a R$ 2,5 mil."

Essa falta de preparo, prossegue o engenheiro, significa um perigo a mais para os trabalhadores. "Temos riscos para os profissionais (espaços confinados, riscos elétricos, içamento de carga, operação de guindastes). Por quê? Falta de preparo do nosso pessoal", comenta o executivo, que decidiu melhorar o grau de capacitação de sua equipe, com programas próprios de treinamento.

Há dois anos, a APS Associados vem aprimorando seus engenheiros, médicos e especialistas em segurança no trabalho. Os treinamentos são conduzidos por acadêmicos, profissionais de empresas alinhadas ao Programa Nacional de Qualidade (PNQ) e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Mortes no trabalho
Conforme dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), anualmente ocorrem no Brasil 1,3 milhão de acidentes de trabalho, muitos dos quais resultam em mortes. Entre as causas estão más condições nos ambientes e processos de trabalho e o descumprimento de normas elementares de proteção aos trabalhadores.

Com 2.503 óbitos anuais, o País é o quarto no ranking de mortes em acidentes de trabalho, atrás apenas de China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090). De acordo com dados dos Ministérios do Trabalho e Emprego e Previdência Social de 2005, as áreas com maior número de óbitos são transportes, armazenagem e comunicações (sete mortes entre 3.855 trabalhadores), indústria da construção (seis óbitos em cada 6.908 trabalhadores), e comércio e veículos (cinco mortes entre 24.782 trabalhadores).

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SINDUSCON-RIO - Rua do Senado 213 - Centro - Rio de Janeiro - (21) 2221-5225

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Educar a familia e possivel ???

Cine Debate EducAção - evento gratuíto da Ação da Cidadania (RJ), que convida educadores e educandos de escolas, entidades e universidades para discutir o tema: "Cuidado com as Crianças: Educar a Família é possível?"

Dia 02/06/08 (segunda), às 14h, será exbido o documentário "Juízo - O Maior exige do Menor" (Brasil, 2008), de Maria Augusta Ramos, seguido de um importante debate com Siro Darlan (Desembargador do TJRJ) e Jacques Schwarzstein (Gestor de Programas da UNICEF Rio).

Considerando que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) está chegando a "maior idade" semanas após às eleições dos Conselhos Tutelares, pergunta-se: é possível educar a família para cuidar direito de crianças e adolescentes?

Para se inscrever, ligue (21 2233-7460) ou envie uma mensagem (acao@acaodacidadania.com.br), com nome, escola/organização e telefone. A inscrição é gratuíta e será entregue certificado após o evento. Venha, faça a sua parte pelo fim da miséria através da educação com cultura para cidadania!

Forte abraço,

Maurício Fabião
Sociólogo e Professor
Gestor do Núcleo de Educação
Tel./ Fax: (21) 2233-7460 | 2253-8177
Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida
www.acaodacidadania.com.br | acao@acaodacidadania.com.br

descarte de oléo

É sobre nossa palestra gratuita de reaproveitamento de óleo de cozinha, que
acontece no próximo dia 28.

Meio ambiente e geração de renda – uma temática fundamental nos dias de
hoje...

Ah, abaixo segue um release, ok?

Super obrigada pela ajuda de sempre!

Bjs

Rosana Leite

Coordenadora de Comunicação

RIOVOLUNTÁRIO

Tel.: 55 21 2262-1110 - Ramal 210

Av. General Justo, 275 - Bloco B, Térreo

Centro - Rio de Janeiro - 20021-130

Visite-nos: http://www.riovoluntario.org.br

Meio ambiente e geração de renda: RIOVOLUNTÁRIO dá palestra gratuita

Fritou batata e não sabe o que fazer com aquele óleo que sobrou na
frigideira? Isso é coisa do passado... No próximo dia 28, o RIOVOLUNTÁRIO
traz Coleta e Aproveitamento de Óleo de Fritura, com a consultora
socioambiental Denise Gaudard. A palestra acontece na própria sede do
RIOVOLUNTÁRIO, às 10h, e tem entrada franca.

O encontro é obrigatório para gestores públicos ou privados, integrantes de
cooperativas, síndicos, estudantes, donas de casa ou pessoas que tenham
preocupação com o meio ambiente e com o mundo em que se vive. As inscrições
podem ser feitas até dia 27 pelo telefone 2262-1110, com Cecília Serrão, ou
pelo e-mail
r1.instituicao@riovoluntario.org.br.

A questão do descarte do óleo doméstico tem se tornado uma preocupação
ambiental, visto que muitas vezes ele acaba sendo despejado em ralos de
pias, fatalmente chegando ao esgoto, podendo parar em lagoas, rios, mares ou
mesmo contaminado o lençol freático. Medidas que dêem conta do
reaproveitamento desse óleo podem ser fundamentais à manutenção de um
ambiente saudável para todos.

A idéia, inclusive, é que o óleo doméstico possa ser reaproveitado gerando
renda para comunidades, cooperativas de coleta, dentre outros. Daí a
importância da “parceria com cooperativas de catadores, gestores públicos,
privados e entidades de fomento educacional, social e ambiental, visando
viabilizar a implantação de uma metodologia auto-sustentável e de novas
possibilidades de trabalho, que gerem mais emprego e renda para populações
urbanas de baixa renda”, destaca Gaudard, criadora do Projeto Bioredes, que
desenvolve trabalho na área.

O RIOVOLUNTÁRIO fica na Av. General Justo, 275, Bloco B, Térreo, no Centro
do Rio de Janeiro.